Um grupo de prestadores de serviços e pessoas que afirmam ter sofrido prejuízos financeiros esteve, nesta terça-feira (11), em frente ao 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP), em Manaus, para registrar denúncias contra o empresário Domício Campelo, conhecido como Dom Pazuello.

Os denunciantes relatam supostos atrasos ou falta de pagamento por serviços prestados em eventos e também problemas relacionados a serviços de “limpa-nome”. Segundo o grupo, documentos e registros das negociações devem ser apresentados às autoridades para subsidiar as denúncias.
As acusações ainda deverão ser apuradas pelas autoridades. Até o momento, não há confirmação, no âmbito da reportagem, de que o empresário tenha sido responsabilizado judicialmente pelos fatos relatados.
Prestadores relatam pagamentos atrasados
Uma das mulheres ouvidas pela reportagem afirmou que trabalhou na organização da Agrifest Manaus e recebeu pelo serviço realizado no evento. Segundo ela, a situação teria mudado durante a organização de outro evento, quando os pagamentos deixaram de ser efetuados.

A prestadora afirmou que está há aproximadamente dois meses aguardando o pagamento e que, durante o período, teria recebido diferentes justificativas para o atraso.
Segundo o relato, os serviços eram combinados verbalmente, sem a formalização de contratos.
“Ele que procura a gente”, afirmou a mulher durante entrevista à reportagem. Ela também relatou que precisou abrir mão de momentos com os filhos para trabalhar nos eventos e que busca receber pelos serviços realizados.
Denúncias também envolvem serviço de “limpa-nome”
Outra mulher ouvida pela reportagem relatou uma situação envolvendo supostos serviços de “limpa-nome”. Segundo ela, clientes foram encaminhados para realizar o serviço, mas não teriam recebido o resultado esperado.
A mulher afirmou ainda que também teria trabalhado para o empresário e que não recebeu pelos dias trabalhados.
De acordo com o relato, em um dos casos mencionados, três pessoas teriam pago R$ 700 cada pelo serviço, totalizando R$ 2,1 mil. Ela afirmou que os clientes passaram a cobrá-la diretamente pela situação.
A denunciante disse ainda que teria deixado de trabalhar para o empresário após questionar problemas relacionados ao transporte e que, segundo seu relato, não recebeu o pagamento referente a um mês de trabalho.
As informações apresentadas pelas denunciantes deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Cozinheira afirma que não recebeu por trabalho
Outra mulher que procurou o grupo afirmou ter trabalhado como cozinheira, faxineira e em outras funções desde março.
Segundo ela, durante os eventos, as jornadas de trabalho começavam de madrugada e poderiam se estender até o fim da tarde. A mulher relatou ainda que não recebeu o pagamento referente ao período trabalhado e que também aguardava valores relacionados a outros dias de serviço.
Ela afirmou que havia recebido promessas de pagamento, mas que os prazos teriam sido sucessivamente adiados.
Denúncias serão encaminhadas às autoridades
O grupo afirma que decidiu procurar a polícia após aguardar por pagamentos e respostas. Os denunciantes pretendem apresentar documentos, mensagens e outras informações que, segundo eles, podem comprovar as negociações e os serviços realizados.
Os relatos também envolvem possíveis prejuízos de pessoas que contrataram serviços de terceiros e afirmam não ter recebido o resultado esperado.
Eventuais responsabilidades criminais ou civis dependerão da apuração dos fatos e da análise das provas apresentadas às autoridades.
Até a publicação desta matéria, o empresário não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual esclarecimento ou apresentação de sua versão sobre os fatos.
As denúncias devem ser analisadas pelas autoridades competentes, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência até eventual decisão judicial definitiva.