Uma moradora de Manaus afirma enfrentar há quase dez anos um impasse envolvendo cobranças de energia elétrica que, segundo ela, não correspondem ao consumo registrado em sua residência. A dona de casa Meire relata que a situação teve início em 2016 e que, atualmente, a dívida atribuída ao imóvel já ultrapassa R$ 208 mil.
Segundo a consumidora, o aumento expressivo das faturas a levou a procurar auxílio da Defensoria Pública e de órgãos de defesa do consumidor. Ela afirma que, apesar dos procedimentos adotados, o caso ainda não teve uma solução definitiva.
Cobranças começaram em 2016
De acordo com Meire, as primeiras contas consideradas fora do padrão começaram a chegar em 2016. Ela relata que passou a comparar mensalmente os valores cobrados com a leitura exibida no medidor de energia instalado na residência.
Segundo a moradora, a numeração registrada nas faturas não correspondia ao consumo apontado pelo equipamento.
“Comecei a filmar o relógio e guardar todas as contas porque os números não batiam. Foi aí que procurei ajuda”, contou.
Caso chegou à Defensoria Pública
A consumidora informou que ingressou com um processo na Defensoria Pública em 2020 para contestar as cobranças. Conforme seu relato, uma perícia técnica foi realizada no imóvel em outubro do ano passado, com a participação de representantes da então concessionária responsável pelo serviço.
Segundo Meire, durante a vistoria foram avaliados o medidor, a instalação elétrica e os equipamentos existentes na residência.
Ela afirma que, desde a realização da perícia, ainda aguarda a conclusão do laudo e uma manifestação oficial sobre o processo.
Dívida ultrapassa R$ 208 mil
Enquanto aguarda uma definição judicial, a moradora afirma que o valor da dívida continuou aumentando e já alcançou aproximadamente R$ 208 mil.
Segundo ela, ao procurar recentemente a empresa responsável pelo atendimento aos consumidores, foi orientada a buscar novamente a Defensoria Pública ou contratar um advogado particular, em razão do elevado valor da cobrança.
A dona de casa também relata ter buscado atendimento no Procon, mas afirma que foi informada de que a situação já estaria sendo tratada judicialmente.
Consumidora teme perder imóvel da mãe
Meire afirma que mora em um imóvel pertencente à mãe, de 82 anos, onde construiu uma residência em um pavimento superior. Segundo ela, cada unidade possui medidor próprio de energia.
A consumidora diz temer que o andamento do processo resulte em medidas judiciais que possam atingir o patrimônio da família.
“Meu medo é perder a casa da minha mãe por uma dívida que eu acredito não ser minha”, afirmou.
Consumo não seria compatível com as cobranças, diz moradora
Outro ponto levantado pela dona de casa é que os valores cobrados seriam incompatíveis com a quantidade de eletrodomésticos existentes na residência.
Segundo ela, o imóvel possui apenas uma geladeira, uma televisão e um aparelho de ar-condicionado, o que, em sua avaliação, não justificaria contas que chegaram a milhares de reais.
A moradora afirma que apresentou fotografias, vídeos do medidor e cópias das faturas durante o processo na Defensoria Pública.
Problemas de saúde agravam situação
Além do impasse judicial, Meire relata que enfrenta problemas de saúde e foi diagnosticada com fibromialgia, condição que, segundo ela, limita sua capacidade para o trabalho.
A dona de casa afirma que a impossibilidade de exercer atividade remunerada tornou ainda mais difícil lidar com o crescimento da dívida e com os custos do tratamento médico.
Caso segue sem solução definitiva
Até o momento, a consumidora afirma que aguarda uma definição da Justiça sobre o processo e a conclusão dos procedimentos periciais realizados no imóvel.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da empresa responsável pelo fornecimento de energia e dos órgãos citados pela moradora. Caso haja posicionamento oficial, esta matéria será atualizada.