URGENTE: Famílias denunciam mortes e suposta negligência médica na Maternidade Balbina Mestrinho

Familiares denunciam possíveis casos de negligência médica após a morte de uma mulher em decorrência de complicações hemorrágicas no pós-parto e de um recém-nascido na Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus. Os parentes relatam demora em procedimentos, falhas na assistência e cobram investigação
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Familiares de pacientes que passaram pela Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus, denunciaram supostas falhas no atendimento médico após a morte de uma mulher e de um recém-nascido na unidade. Os relatos foram apresentados durante uma manifestação em frente à maternidade, onde parentes também cobraram explicações da direção e das autoridades de saúde.

Um dos casos relatados é o de Cleberson, que perdeu a esposa após o nascimento da filha do casal. Segundo ele, a mulher deu entrada na maternidade para o parto e a bebê nasceu por volta das 3h da madrugada, aparentemente sem complicações.

De acordo com o relato do marido, após o nascimento, a esposa apresentou retenção da placenta. Ele afirma que, inicialmente, um médico tentou realizar o procedimento, mas não conseguiu. Posteriormente, outra profissional teria realizado a retirada manual da placenta ainda no leito.

Cleberson relata que, após o procedimento, a mulher sofreu uma hemorragia e permaneceu por quase duas horas sem ser encaminhada ao centro cirúrgico. Quando a equipe decidiu transferi-la, ele afirma que foi informado de que a sala de cirurgia não estava preparada para recebê-la.

Ainda segundo o marido, a esposa já apresentava sinais de agravamento do quadro, estava pálida e perdendo os sinais vitais. Ela foi levada ao centro cirúrgico, mas não resistiu. A morte teria ocorrido por volta das 6h30, e a família recebeu a notícia às 7h.

O homem também denunciou dificuldades para conseguir a documentação do óbito e a liberação do corpo, além de condições inadequadas no espaço onde a esposa foi deixada após a morte.

Outro caso envolve a morte de um recém-nascido

Durante a manifestação, familiares também relembraram a morte do bebê João Bryan. O pai, identificado como Anderson, relatou a dor de perder o filho e questionou as circunstâncias do atendimento recebido pela esposa na maternidade.

Imagens exibidas durante a transmissão mostraram a mãe ainda no leito, enquanto o recém-nascido aparecia dentro de um saco plástico ao lado dela. A família também questionou a assistência oferecida após o ocorrido.

Outro depoimento foi apresentado por Gleidson, que afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir atendimento adequado à esposa, mesmo com indicação de cesariana.

Segundo ele, a mulher chegou à maternidade pela manhã e permaneceu durante todo o dia sem alimentação, aguardando o procedimento. O parto não foi realizado e, durante a madrugada, ela começou a apresentar dilatação.

Gleidson afirmou que a esposa tinha placenta prévia, condição que exige cuidados específicos durante o parto. Diante da demora, ele contou que precisou procurar os profissionais por conta própria e cobrar atendimento.

Apesar do desespero vivido pela família, a mulher e o bebê sobreviveram e receberam alta.

Durante a manifestação, os familiares afirmaram que os problemas seriam recorrentes, principalmente durante os plantões da madrugada. Eles cobraram a presença da direção da maternidade, fiscalização das autoridades e divulgação de dados sobre os índices de mortalidade da unidade.

Os denunciantes também pediram que outras famílias que tenham enfrentado situações semelhantes procurem a equipe de reportagem para relatar os casos.

A reportagem deixa espaço aberto para que a direção da Maternidade Balbina Mestrinho e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) apresentem esclarecimentos sobre as denúncias, as circunstâncias das mortes e as providências adotadas. Até o momento, os relatos apresentados pelas famílias não representam, por si só, a confirmação de negligência médica, o que depende de investigação pelas autoridades competentes.

Carregar Comentários