Débora Coelho Barbosa, de 21 anos, foi presa temporariamente nesta quarta-feira (28), suspeita de envolvimento no latrocínio de Raimundo Nonato Pereira, de 66 anos, morto a tiros no dia 15 de abril de 2026, em Manaus. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a investigada teria atraído a vítima para uma emboscada com o objetivo de roubar dinheiro.
De acordo com os investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a apuração aponta que Débora teria repassado a outros envolvidos a informação de que Raimundo estava com R$ 20 mil, quantia que, conforme o relato apresentado à polícia, seria destinada à compra de um veículo.
As investigações indicam que a mulher marcou um encontro com o idoso na avenida Pirarucu, no bairro Jorge Teixeira, zona leste da capital. Quando Raimundo chegou ao local em sua picape, ela teria indicado onde ele deveria estacionar e aberto a porta traseira do veículo, momento em que dois homens se aproximaram pela porta dianteira.
Segundo a polícia, a vítima foi surpreendida pelos suspeitos e tentou reagir, mas acabou atingida por diversos disparos de arma de fogo. Após os tiros, os envolvidos fugiram do local.
Em depoimento, Débora negou conhecer os outros suspeitos e afirmou não ter participado do crime. Entretanto, conforme o delegado responsável pela investigação, os elementos reunidos pela equipe policial apontam que ela teria conhecimento do plano e participação na organização da emboscada.
A polícia também informou que, durante as investigações, dois homens foram apontados como envolvidos no caso. Rodrigo Macedo foi preso em abril, e uma arma encontrada com ele passou por confronto balístico, que, segundo a equipe policial, confirmou sua utilização no homicídio. Outro suspeito, identificado como Richard, foi agredido por populares na época e, posteriormente, teria confessado participação no crime em depoimento policial.
A prisão temporária de Débora foi cumprida nesta quarta-feira (28). Ela foi encaminhada para os procedimentos legais e deverá passar por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
O caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. A participação atribuída à mulher ainda será submetida à apreciação da Justiça.