Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (20) mira um grupo suspeito de furtar armas e coletes balísticos para abastecer organizações criminosas e movimentar grandes quantias de dinheiro por meio de um esquema de lavagem de capitais.
A Operação Arsenal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins, além de Imperatriz, no Maranhão. Cerca de 120 policiais participaram da ação.
As investigações começaram após o furto de armas de uma empresa de segurança privada em Palmas. Segundo as autoridades, os suspeitos teriam estudado a rotina do local antes da ação e desligado o fornecimento de energia para facilitar a entrada no imóvel.
Armas teriam abastecido grupos criminosos
Conforme as investigações, o armamento furtado não teria sido destinado apenas à comercialização clandestina.
Parte das armas teria sido repassada para integrantes de organizações criminosas com atuação em diferentes estados. Os investigadores também trabalham com a hipótese de que algumas delas tenham sido utilizadas como forma de pagamento de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.
O esquema, segundo a apuração, contava com pessoas responsáveis pela movimentação e distribuição dos armamentos, criando uma cadeia que ultrapassava os limites do Tocantins.
Milhões passaram por contas investigadas
Além do desvio de armas, a operação identificou uma possível estrutura financeira utilizada para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades criminosas.
Em um intervalo de apenas dois meses, aproximadamente R$ 4 milhões teriam circulado por contas relacionadas a empresas suspeitas de serem utilizadas como fachada e também por meio de terceiros.
Os investigadores apontam ainda possíveis conexões entre operadores que atuavam no Tocantins e em Goiás e integrantes de organizações criminosas de atuação nacional.
Mandados foram cumpridos em dois estados
A operação mobilizou aproximadamente 120 agentes de segurança para cumprir as ordens judiciais.
Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo recolher documentos, equipamentos, valores e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a participação de cada investigado no esquema.
A investigação também busca localizar armamentos que ainda não foram recuperados.
Investigação continua
Os envolvidos são investigados por crimes relacionados à lavagem de dinheiro e participação, financiamento ou integração de organização criminosa armada.
Somadas, as penas previstas para os crimes investigados podem chegar a 22 anos de prisão, conforme as circunstâncias e eventual condenação.
A Operação Arsenal continua em andamento, e as equipes ainda trabalham para recuperar armas que permanecem desaparecidas e identificar outros possíveis integrantes da estrutura investigada.