Uma mulher de 40 anos, identificada como Angelita Manoela Rodrigues, foi morta a facadas dentro de um supermercado na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo. O ataque aconteceu na tarde de domingo (16), enquanto ela aguardava na fila do açougue.
O principal suspeito é Lafayete Gonzaga da Silva, também de 40 anos, apontado como companheiro da vítima. Ele foi preso em flagrante após o crime. A Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (17).
Ataque foi registrado por câmeras
Imagens das câmeras de segurança do supermercado registraram o momento em que o homem se aproxima de Angelita por trás e inicia o ataque.
Segundo as informações divulgadas pela polícia, a mulher foi atingida por diversos golpes de faca, principalmente nas regiões das costas, rosto e pescoço.
Clientes que estavam no estabelecimento se afastaram durante o ataque. Após a agressão, algumas pessoas tentaram intervir e arremessaram objetos contra o suspeito. Entre os clientes que aparecem nas imagens está um homem usando uma camiseta do jogador argentino Lionel Messi.
Angelita foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Vila Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Suspeito teria matado cachorro antes do ataque
A investigação também apura um episódio ocorrido antes do feminicídio. Segundo a polícia, Lafayete teria matado o cachorro de estimação de Angelita na residência onde os dois viviam antes de seguir até o supermercado.
A relação entre o episódio envolvendo o animal e o ataque contra Angelita está sendo investigada pela Polícia Civil.
Relatos apontam histórico de violência
Segundo uma amiga da vítima ouvida pela imprensa, Angelita teria vivido um relacionamento marcado por episódios de violência, ameaças e agressões. O relato está sendo considerado no contexto da investigação, que apura as circunstâncias do relacionamento entre os dois.
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher, enquanto a perícia foi acionada para analisar o local e os elementos relacionados ao crime.
Prisão preventiva
Após ser preso em flagrante, Lafayete passou por audiência de custódia. A Justiça determinou a prisão preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto as investigações continuam.
A defesa declarou que lamenta a morte de Angelita e afirmou que apresentará os esclarecimentos e as teses defensivas no momento processual adequado.
O caso continua sendo investigado para esclarecer a dinâmica completa do crime e as circunstâncias que antecederam o ataque.
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