Caso Manuela: ‘Arrancaram minha filha dos meus braços’, diz mãe que busca bebê desaparecida há 41 dias

Mãe afirma estar há 41 dias sem ver a filha de 1 ano e 4 meses após bebê ser retirada de sua companhia em Manaus. Justiça determinou guarda unilateral e entrega da criança.
Redação Imediato Online
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Uma mulher afirma estar há 41 dias sem ver a filha, uma bebê de 1 ano e 4 meses, que, segundo ela, foi retirada à força pelo pai no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A mãe, Bruna de Paula, informou que já possui decisão judicial que lhe concede a guarda unilateral da criança e determina a busca e apreensão da menina, mas, até o momento, a ordem não teria sido cumprida.

Em entrevista ao Imediato, Bruna relatou que a filha, Manuela, foi levada no dia 10 de junho e que, desde então, não teve mais contato com a criança.

“Ela foi puxada à força de mim no aeroporto. Desde esse dia eu não a vejo mais”, afirmou.

Segundo a mãe, ela está sob medida protetiva em razão de um caso de violência doméstica, o que impede qualquer contato direto com o pai da criança, identificado como Marcos Antônio.

Bruna disse que também não recebe informações sobre o paradeiro da filha e acredita que familiares do pai estariam ajudando a esconder a menina.

Mãe relata desespero
Durante a entrevista, Bruna afirmou viver dias de angústia pela ausência da filha, que, segundo ela, ainda era amamentada quando foi retirada de sua companhia.

“É desesperador para qualquer mãe. Ela é um bebê, ainda mamava e foi tirada brutalmente da amamentação. Assim como eu sofro, acredito que ela também esteja sofrendo”, declarou.

Guarda unilateral foi concedida pela Justiça
A advogada Amanda, que acompanha o caso, informou que Bruna ingressou inicialmente com pedido por meio da Defensoria Pública do Amazonas.

Segundo ela, a Justiça concedeu a guarda unilateral da criança à mãe e expediu mandado de busca e apreensão para que a menina fosse imediatamente entregue.

Apesar da decisão, a advogada afirma que a ordem judicial ainda não foi cumprida porque a criança continua sem paradeiro conhecido.

Tentativa de acordo
De acordo com Amanda, um homem se apresentou inicialmente como amigo da família paterna e procurou Bruna para tentar intermediar um acordo.

A proposta previa guarda compartilhada, pagamento de pensão alimentícia no valor de R$ 300 e a possibilidade de a mãe reavaliar a manutenção da medida protetiva.

A advogada afirmou que orientou a cliente a não aceitar a proposta, uma vez que já existe decisão judicial concedendo a guarda unilateral.

Segundo Amanda, em casos de violência doméstica, o histórico de violência deve ser considerado nas decisões relacionadas à guarda de crianças.

Ela também afirmou que Bruna já enfrenta uma situação caracterizada como violência vicária, quando o sofrimento da mulher ocorre por meio da utilização dos filhos.

Advogado teria marcado entrega da criança
Ainda conforme a advogada, após a repercussão do caso, o homem que antes se apresentava como amigo da família informou que havia sido constituído advogado de Marcos Antônio.

Segundo Amanda, ele entrou em contato e propôs entregar a criança na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher.

A entrega teria sido combinada para ocorrer entre 11h e 12h desta segunda-feira.

No entanto, segundo o relato da advogada, pouco antes do horário combinado, o advogado informou que Marcos Antônio o havia bloqueado e que não compareceria para entregar a menina.

Defesa pede colaboração
Após a nova frustração na tentativa de reencontro, Bruna sofreu uma crise de ansiedade e recebeu atendimento no Instituto Imanas, onde vem sendo acompanhada.

Amanda afirmou ainda que entrou em contato com familiares do pai da criança, incluindo a bisavó da menina, para tentar viabilizar o cumprimento da decisão judicial.

Segundo a advogada, a resposta recebida foi de que poderiam ser adotadas medidas contra ela em razão da divulgação do caso.

Ela fez um apelo para que Marcos Antônio cumpra espontaneamente a determinação judicial e entregue a criança à mãe.

Caso segue em andamento
Até a publicação desta reportagem, a criança permanecia sem ser localizada. A decisão judicial que concede a guarda unilateral à mãe e determina a entrega da menina continua em vigor.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes, e novas medidas judiciais poderão ser adotadas para garantir o cumprimento da ordem e o reencontro entre mãe e filha.

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