Justiça do AM condena homens a mais de 8 anos de prisão por incendiar ônibus escolares em Envira

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), os dois compraram combustível e atearam fogo nos veículos, que eram utilizados no transporte de estudantes da rede municipal.
Redação Imediato Online
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A Justiça do Amazonas condenou dois homens a oito anos e nove meses de prisão por incendiarem três ônibus escolares da Prefeitura de Envira, no interior do estado. A decisão foi assinada pelo juiz Rômulo Garcia Barros Silva, da Vara Única da Comarca de Envira. Os condenados, Joel da Costa Pedrosa e Geovani Vieira Silveira, deverão cumprir a pena em regime fechado. O magistrado também negou o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva de ambos. Segundo as investigações, o crime foi cometido a mando de uma facção criminosa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), os dois compraram combustível e atearam fogo nos veículos, que eram utilizados no transporte de estudantes da rede municipal. Durante o processo, ambos confessaram participação no crime e afirmaram que cumpriram ordens da organização criminosa.

As investigações apontaram ainda indícios que reforçaram a autoria. Um laudo pericial concluiu que queimaduras apresentadas por um dos réus eram compatíveis com exposição direta ao fogo e combustíveis. Além disso, foi identificado que um dos condenados possuía tatuagem associada a um grupo criminoso envolvido em ataques incendiários.

Relembre o caso

O caso ocorreu na noite de 29 de setembro de 2025 e foi tratado pelas autoridades como uma ação criminosa organizada. A sentença também permite que a Prefeitura de Envira busque, na esfera cível, o ressarcimento pelos prejuízos causados com a destruição dos ônibus.

Um terceiro acusado no processo foi absolvido por falta de provas de que tivesse conhecimento da finalidade criminosa ao emprestar um veículo utilizado na ação.

As investigações indicam que o incêndio foi uma retaliação de uma facção criminosa após a morte de dois suspeitos em confronto com a Polícia Militar horas antes do ataque. O caso gerou grande repercussão na cidade e mobilizou forças de segurança para reforçar o policiamento e avançar nas apurações. Da decisão judicial, ainda cabe recurso.

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