Manaus (AM) – Após a leitura da sentença que condenou Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo pela morte de Débora Alves da Silva e do bebê Arthur, os dois deixaram o Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, sob forte escolta policial na madrugada desta segunda-feira (1º).
Veja o vídeo no fim da matéria.
As imagens registram o momento em que os condenados são retirados do prédio do Tribunal do Júri e conduzidos para viaturas que os levaram de volta ao sistema prisional, após o encerramento de um julgamento que durou seis dias.
Gil Romero foi condenado a 63 anos e 7 meses de prisão, enquanto José Nilson recebeu pena de 17 anos e 8 meses de reclusão. Somadas, as condenações ultrapassam 81 anos de prisão.
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade dos dois no caso que chocou o Amazonas em 2023. Débora, que tinha 18 anos e estava grávida de oito meses, foi assassinada e teve o corpo encontrado carbonizado dentro de um tonel no Distrito Industrial de Manaus.
Durante o julgamento, os jurados acolheram as teses apresentadas pelo Ministério Público em relação a Gil Romero, incluindo a qualificadora do feminicídio. José Nilson também foi condenado, embora parte das acusações não tenha sido reconhecida pelos jurados.
A sentença foi recebida com emoção pelos familiares de Débora, que acompanharam todos os dias de julgamento. A mãe da jovem, Paula Alves, afirmou que a decisão representa uma resposta da Justiça, embora não seja capaz de reparar a perda da filha e do neto.
Com a condenação, os dois permanecem presos e ainda poderão recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Amazonas.