A Polícia Civil do Amazonas e a Polícia Civil de São Paulo atuam em conjunto na investigação contra o instrutor de jiu-jitsu e policial civil Melqui Galvão, preso sob suspeita de crimes sexuais contra alunas. O caso ganhou novos desdobramentos com a possibilidade de ao menos duas vítimas na capital amazonense.
A prisão temporária foi realizada em Manaus, após mandado expedido pela Justiça de São Paulo, no âmbito de investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher. O inquérito teve início após a denúncia de uma adolescente de 17 anos, que relatou ter sido vítima de abuso durante uma competição internacional de jiu-jitsu.
Com o avanço das apurações, outras denúncias surgiram em diferentes estados. Segundo as autoridades, há indícios de que pelo menos três vítimas já tenham formalizado relatos, incluindo um caso que teria ocorrido quando a vítima tinha apenas 12 anos.
De acordo com informações da polícia, Melqui Galvão viajou ao Amazonas pouco antes da decretação da prisão. Após articulação entre as forças de segurança, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido sem resistência.
O delegado-geral adjunto do Amazonas, Guilherme Torres, esteve em São Paulo para acompanhar as investigações e prestar apoio institucional. Ele destacou o compromisso da corporação no combate a crimes contra crianças e adolescentes e afirmou que a polícia busca acolher as vítimas e aprofundar as apurações.
Em Manaus, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de duas possíveis vítimas adicionais, cujos relatos ainda estão sob sigilo. Paralelamente, equipes também cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, no interior de São Paulo, para coleta de provas.
O caso gerou forte repercussão no meio esportivo, especialmente no jiu-jitsu. O atleta Micael Galvão, filho do investigado, se manifestou publicamente por meio de nota nas redes sociais, afirmando confiar na apuração dos fatos e repudiar qualquer forma de violência.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a extensão dos crimes. Até o momento, a defesa de Melqui Galvão não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.