Homem é condenado a mais de 44 anos de prisão por matar esposa na frente da filha no Amapá

Delson Júnior Cardoso Carvalho recebeu pena de 44 anos, 3 meses e 15 dias pelo assassinato de Rivone Pereira dos Santos, em Santana; ele também deverá pagar R$ 30 mil aos filhos da vítima.
Redação Imediato Online
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Delson Júnior Cardoso Carvalho foi condenado a 44 anos, 3 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da esposa, Rivone Pereira dos Santos, em Santana, no Amapá. O julgamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (22), no Fórum de Santana. O crime foi cometido em 1º de janeiro deste ano e presenciado pela filha do casal, uma adolescente de 17 anos.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 30 mil por danos morais aos filhos da vítima. Delson está preso desde 2 de janeiro, um dia após o crime.

Na sentença, a Justiça considerou a gravidade do assassinato e a reincidência do réu, que já havia sido condenado, há 13 anos, por tráfico de drogas e homicídio qualificado.

O documento também destacou que a filha adolescente foi obrigada a presenciar o ataque contra a mãe dentro de uma residência. A decisão levou em conta ainda que a vítima estava desarmada e foi surpreendida pelo agressor.

Familiares pediram justiça

A abertura do julgamento foi acompanhada por familiares e amigos de Rivone, que realizaram um ato em frente ao Fórum de Santana. Vestidos com camisas estampadas com o rosto da vítima e segurando cartazes, eles pediram justiça.

A defesa de Delson foi procurada, mas informou que não concederia entrevista.

Relembre o crime

O assassinato aconteceu na noite de 1º de janeiro, na casa da mãe da vítima, no bairro Hospitalidade, em Santana.

Segundo informações divulgadas na época, Rivone havia saído para passear com os filhos durante o dia, situação que teria provocado ciúmes no companheiro. À noite, ela procurou abrigo na casa da mãe dele, acreditando que estaria segura.

O homem descobriu onde ela estava, iniciou uma discussão e a atacou com uma faca diante da filha mais velha. Depois, fugiu do local.

Relatos de testemunhas indicaram que o relacionamento, que durou 19 anos, era marcado por episódios de violência física, moral e psicológica. Segundo esses depoimentos, as agressões aconteciam com frequência na presença dos filhos, principalmente quando o acusado consumia bebida alcoólica.

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