“Eu não vou deixar minha filha morrer, estou pedindo o mínimo”: mãe denuncia falta de leito para filha de 18 anos no Platão Araújo

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Governo do Estado para esclarecimentos sobre a situação e aguarda um posicionamento.
Redação Imediato Online
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Uma mãe procurou a equipe de reportagem do Site Imediato para denunciar a falta de leito e assistência médica adequada para a filha, de 18 anos, no Pronto-Socorro Platão Araújo, na Zona Leste de Manaus. Segundo Aurilene, a jovem, identificada como Emanuele, enfrenta graves problemas de saúde e aguarda atendimento especializado há meses.

De acordo com o relato da mãe, Emanuele ficou internada durante cerca de dois meses no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, após enfrentar um quadro grave de tuberculose. A doença teria deixado sequelas neurológicas e, desde então, a jovem passou a necessitar de acompanhamento e cuidados contínuos.

Aurilene afirma que busca há meses uma solução para conseguir um leito e o tratamento necessário para a filha. Segundo ela, diversos encaminhamentos para fisioterapia e outros atendimentos teriam sido realizados, mas, conforme seu relato, não houve a assistência esperada.

A mãe também relata que o estado de saúde da filha se agravou ao longo do tempo, com episódios de retenção de líquidos, problemas renais, alterações no fígado e pneumonia grave. Ela afirma ainda que a filha apresenta dificuldades relacionadas à saturação e que acredita ser necessário um acompanhamento neurológico.

Além de enfrentar a preocupação com a saúde da filha, Aurilene diz carregar o trauma da perda de outro filho. Emocionada, ela fez um apelo por atendimento e afirmou temer perder também Emanuele.

“Eu só estou querendo o mínimo. Eu estou querendo o mínimo”, desabafou a mãe durante a reportagem.

Emanuele, além de enfrentar os problemas de saúde, é mãe de uma menina de três anos, Laura. Aurilene afirma que a neta também depende dos cuidados da mãe.

Durante a reportagem, a equipe permaneceu do lado de fora da unidade e relatou dificuldades para acessar o hospital. A mãe continuou fazendo um apelo por atendimento e por uma solução para o caso da filha.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Governo do Estado para esclarecimentos sobre a situação e aguarda um posicionamento. O caso segue sendo acompanhado.

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