Mais de 336 mil pessoas foram diretamente afetadas por desastres climáticos no Brasil em 2025, ano marcado por extremos como chuvas intensas, inundações, secas severas e ondas de calor. Os prejuízos materiais chegaram a cerca de R$ 2,9 bilhões, segundo relatório do Cemaden. O documento aponta ainda que 2025 esteve entre os anos mais quentes já registrados, com temperaturas acima da média histórica em grande parte do país.

O cenário foi de contrastes: enquanto Sul e Sudeste enfrentaram chuvas intensas, alagamentos e ciclones, regiões da Amazônia, Centro-Oeste e parte do Sudeste sofreram com secas prolongadas e queda nos níveis de rios e reservatórios. A Região Norte concentrou o maior número de atingidos, com mais de 202 mil pessoas impactadas por eventos extremos ao longo do ano.
Casos graves foram registrados em diferentes estados. No Pará, o município de Belterra teve prejuízo estimado em R$ 356 milhões após chuvas intensas. Em outras regiões, enchentes deixaram mortos e milhares de desabrigados, além de afetar o fornecimento de energia e infraestrutura urbana. As chuvas foram responsáveis por 86% das mortes relacionadas a desastres climáticos no país.
O Brasil também enfrentou sete ondas de calor em 2025, com temperaturas superiores a 40°C em diversas cidades. Ao mesmo tempo, secas atingiram grandes áreas, comprometendo o abastecimento de água e a agricultura familiar. O relatório aponta que as mudanças climáticas, somadas a fenômenos como El Niño e La Niña, intensificaram os eventos extremos e reforçam a necessidade de investimentos em prevenção e adaptação.