O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que conseguiu conter, neste domingo (19), o vazamento de gás estireno registrado em um dos tanques de uma fábrica situada no Distrito Industrial, na zona Sul de Manaus. O incidente havia ocorrido na última quarta-feira (15) e mobilizou equipes por cinco dias consecutivos.
Com o controle da ocorrência, autoridades decidiram pela retomada das atividades nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), além da liberação do funcionamento de unidades de ensino da rede municipal e de serviços públicos que estavam suspensos desde o início do acidente.

De acordo com o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, apesar da contenção do vazamento, o trabalho das equipes continua no local, principalmente no processo de resfriamento do tanque afetado. Segundo ele, a operação deve se estender por meses até que todo o material seja retirado com segurança.
“Neste momento, não identificamos mais a presença de gás estireno no ambiente, tanto na área interna quanto no entorno da empresa. A emissão está zerada, mas o Corpo de Bombeiros seguirá atuando para garantir a segurança durante todo o processo de retirada do material”, destacou o comandante.
Além da atuação dos bombeiros, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) continuará monitorando a qualidade do ar em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM).
O órgão ambiental também acompanha a análise dos efluentes gerados, a destinação adequada dos resíduos remanescentes e o cumprimento das condicionantes da Licença de Operação da empresa, válida até outubro de 2026.
Conforme o avanço das inspeções e análises técnicas, o Ipaam poderá adotar novas medidas administrativas previstas na legislação ambiental caso sejam identificadas irregularidades adicionais. Na sexta-feira (17), a empresa responsável pelo tanque foi autuada em R$ 12,5 milhões por infrações ambientais relacionadas ao incidente.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes, que buscam esclarecer as causas do vazamento e avaliar os impactos à saúde da população e ao meio ambiente.