VEJA VÍDEO: Gata grávida morre após ser atacada por pitbull em vila no bairro Tancredo Neves; protetora de animais denuncia omissão de tutores

De acordo com a protetora, o cachorro permanecia em uma área pequena, com condições que ela classificou como insalubres.
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Uma gata de estimação morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull na noite desta terça-feira (7), em uma vila localizada na Rua Sílvia, no bairro Tancredo Neves, zona Leste de Manaus. O caso causou revolta entre moradores e ativistas da causa animal, principalmente porque o cachorro já apresentava sinais de estresse e vivia em um ambiente considerado inadequado para um animal de grande porte.

Rayana, que atua como protetora independente de animais, contou que os novos moradores da vila haviam levado o cachorro para o local há poucos dias. Segundo ela, antes mesmo do ataque, já havia alertado os responsáveis sobre a necessidade de oferecer um espaço adequado para o animal.

De acordo com a protetora, o cachorro permanecia em uma área pequena, com condições que ela classificou como insalubres. Ela relatou que o ambiente apresentava acúmulo de urina e fezes, além de ficar exposto ao calor e à chuva, fatores que poderiam ter contribuído para o aumento do estresse do animal.

“Eu não culpo o cachorro. A culpa não é do animal, nem da raça. A responsabilidade é de quem cria e precisa oferecer as condições necessárias para ele viver”, afirmou Rayana.

Ainda segundo o relato, antes do ataque contra a gata, o mesmo cachorro teria avançado contra a própria protetora durante a manhã. Ela contou que conseguiu escapar e entrar em casa, mas ficou com marcas no corpo.

Horas depois, durante a noite, o cachorro teria saído do local onde estava preso e atacado Pandora, a gata de estimação de Rayana e do esposo. O animal estava grávida e, segundo a tutora, a família já aguardava o nascimento dos filhotes.

“Ela era muito dócil, dormia no colo do meu esposo. A gente já tinha pessoas interessadas em adotar os filhotes. Foi uma perda muito dolorosa”, contou.

Um vizinho que presenciou a situação relatou que ouviu os gritos da gata e tentou ajudar no resgate. Segundo ele, apesar dos esforços, não foi possível salvar o animal.

A tutora também afirmou que os responsáveis pelo cachorro não teriam tomado medidas suficientes para interromper o ataque. Segundo ela, a situação poderia ter sido evitada caso houvesse uma intervenção rápida.

Após o caso, imagens do local onde o cachorro permanecia foram divulgadas. O espaço, segundo os moradores, era pequeno e sem estrutura adequada para um cão de grande porte. A protetora destacou que animais dessa característica precisam de cuidados específicos, incluindo espaço, alimentação adequada, acompanhamento veterinário e atividades para gastar energia.

“Não basta querer ter um animal. É preciso ter condições de cuidar. Um cachorro de grande porte exige responsabilidade e uma rotina adequada”, afirmou.

O caso deve ser encaminhado para avaliação das autoridades responsáveis, que poderão investigar se houve negligência ou maus-tratos relacionados às condições em que o cachorro era mantido.

Rayana reforçou que a denúncia não tem como objetivo pedir punição contra o animal, mas alertar sobre a responsabilidade dos tutores e evitar que novas situações semelhantes aconteçam.

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