Família de Benício refuta versão da defesa e aponta adrenalina intravenosa como causa das paradas cardiorrespiratórias

Família de menino que morreu contesta versão da defesa da médica e aponta uso inadequado de adrenalina como causa das paradas cardiorrespiratórias.
Redação Imediato Online
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A família de Benício divulgou um novo posicionamento nesta sexta-feira (6) contestando a versão apresentada pela defesa da médica investigada pela morte do menino. Segundo o comunicado, a análise do prontuário médico aponta de forma “incontestável” que as paradas cardiorrespiratórias foram desencadeadas pela administração de adrenalina por via intravenosa e em quantidade considerada incompatível com o protocolo pediátrico.

De acordo com a família, o procedimento de intubação realizado na criança não teria sido o fator que provocou a piora clínica, mas uma medida adotada após o quadro de falência respiratória e cardíaca já estar instalado. O pronunciamento afirma que a intubação ocorreu como tentativa de estabilização e não como causa do agravamento.

A nota também descarta a possibilidade de falha no sistema eletrônico de prescrição hospitalar. Segundo os familiares, o próprio prontuário registra que, horas depois, já na UTI, a equipe médica prescreveu corretamente a adrenalina por via inalatória, o que demonstraria que o software funcionou de forma adequada e não apresentou instabilidade capaz de alterar vias de administração.

A família declarou manter confiança no trabalho da Polícia Civil e na perícia criminal requisitada pelo delegado responsável pelo caso. A expectativa é de que a análise técnica elimine a tese de erro eletrônico e permita que a investigação se concentre exclusivamente nos fatos clínicos registrados no prontuário

No pronunciamento, os familiares afirmam que não buscam vingança, mas justiça. Eles defendem que todos os envolvidos — profissionais de medicina, enfermagem ou representantes do hospital — respondam pelas falhas estruturais e de atendimento identificadas. A família informou ainda que adotará medidas nas esferas penal, civil e ético-profissional, afirmando que a responsabilização é necessária para evitar que outras famílias enfrentem situação semelhante.

fotos: Reprodução

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