CUSTÓDIA: advogado preso por morte do filho tem parentes nas polícias

Notificação extrajudicial informa que Igor Gustavo Veloso de Sousa possui familiares nas polícias Militar, Civil e Penal do Tocantins. Documento também questiona critérios adotados para sua custódia.
Redação Imediato Online
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Uma notificação extrajudicial encaminhada à Folha do Girassol pela advogada Tereza Cristina Ibiapina da Rocha Araújo revelou que o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, preso preventivamente sob suspeita de envolvimento na morte do próprio filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, possui familiares que atuam em diferentes forças de segurança do Tocantins.

Segundo o documento, Igor teria um irmão na Polícia Militar, um primo na Polícia Civil e uma prima na Polícia Penal. Os nomes dos familiares não foram divulgados.

A notificação, no entanto, deixa claro que a informação não é apresentada como indício de participação dos parentes no caso ou de eventual favorecimento ao advogado. A defesa afirma que a menção aos vínculos funcionais tem apenas o objetivo de contextualizar a presença de familiares de Igor em instituições de segurança do Estado.

Questionamentos sobre a custódia

A revelação ocorre em meio a questionamentos relacionados às condições de custódia do advogado no sistema prisional. A defesa solicita esclarecimentos sobre os critérios utilizados para definir onde Igor permanece preso e se houve algum tipo de separação em relação aos demais detentos.

Segundo a notificação, uma eventual apuração deverá esclarecer quem determinou o local de prisão, quais critérios foram considerados e qual fundamento legal ou administrativo justificou a medida, caso tenha ocorrido tratamento diferenciado.

Até o momento, o documento não aponta que os familiares de Igor tenham interferido na prisão ou no tratamento dispensado a ele.

Investigação

Igor Gustavo Veloso de Sousa está preso preventivamente enquanto as autoridades investigam as circunstâncias da morte de seu filho, Gustavo, de 3 anos. A prisão preventiva não representa condenação, e as responsabilidades pelo caso ainda serão definidas pela Justiça ao longo do processo.

A eventual existência de vínculos familiares com integrantes das forças de segurança, por si só, não comprova qualquer irregularidade. O ponto levantado pela defesa é justamente a necessidade de esclarecer os procedimentos adotados na custódia do advogado.

O caso segue sob investigação e novas informações poderão esclarecer as circunstâncias da morte da criança e as condições em que o pai permanece custodiado.

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