Dívida de R$ 55 milhões da Prefeitura deixa trabalhadores dos ‘Amarelinhos’ sem dinheiro

Dívida milionária da Prefeitura de Manaus deixa trabalhadores dos 'Amarelinhos' sem receber salários e sem combustível para operar.
Redação Imediato Online
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Os condutores dos micro-ônibus, conhecidos como ‘Amarelinhos‘, que operam nas zonas Leste, Norte e Sul de Manaus, iniciaram uma paralisação nesta quinta-feira (14), devido à falta de repasses da Prefeitura de Manaus e do Sinetram, assim como ao não recebimento dos valores referentes às carteirinhas de estudantes nos últimos dois meses. Aproximadamente 30 veículos permanecem estacionados nas proximidades da Bola do Produtor, na Av. Autaz Mirim, no sentido bairro-centro, e os manifestantes afirmam que não há previsão para o término da paralisação.

O presidente da Cooperativa de Permissionários do Transporte Alternativo de Manaus (Cooptram), Venício José de Araújo, ressaltou a gravidade da paralisação devido à incapacidade de abastecerem os veículos pela falta de pagamento.

A paralisação é por causa da falta de repasses da prefeitura para a Cooptram. Foto: Elton Pereira

Ele explicou que a Prefeitura repassa os fundos para o Sinetram, que, por sua vez, repassa à cooperativa. No entanto, estão enfrentando dois meses sem receber o vale-transporte dos estudantes, composto por 70% do Governo e 30% da Prefeitura. “Segundo o presidente do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana), não há recursos para pagar o vale-transporte, enquanto o Estado afirma já ter repassado o dinheiro para a prefeitura, deixando a cooperativa sem recursos.”, explicou Venício.

Venício acrescentou que a situação é ainda mais caótica devido a uma dívida milionária da Prefeitura. Ele afirmou: “Nós procuramos o presidente do Sinetram (César Tadeu Teixeira) e explicamos que estamos sem receber e não temos mais diesel para trabalhar. Ele disse que o Sinetram está utilizando o dinheiro da cooperativa para abastecer os ônibus deles, porque a Prefeitura está devendo R$ 55 milhões em subsídios para o Sinetram”, relatou o líder da cooperativa.

A manifestação dos permissionários está programada para continuar nos próximos dias até que alguma solução benéfica para a classe seja adotada pelas autoridades municipais. “Vamos permanecer aqui até obtermos uma definição do poder público. Precisamos de uma resposta, precisamos de diesel para trabalhar. Não há como operar, e vamos continuar parados. Essa é a situação!”, afirmou Venício.

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