VEJA IMAGENS: Reintegração de posse termina em barracos destruídos, denúncias de tiros e tensão

Moradores denunciam disparos de arma de fogo, destruição de barracos e ameaças durante ação em terreno na zona leste; cerca de 80 pessoas ocupam a área e contestam a documentação apresentada.
Redação Imediato Online
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Uma reintegração de posse mobilizou equipes da Polícia Militar, incluindo policiais da ROCAM, na manhã deste sábado (31), em uma área localizada atrás da Escola Padre Luiz Ruas, no bairro Zumbi dos Palmares, na zona leste de Manaus. A ação provocou tensão entre os ocupantes do terreno, que contestam a propriedade da área e questionam a documentação apresentada por um suposto representante dos proprietários.

Durante a cobertura, a equipe de reportagem do Imediato Online acompanhou a movimentação policial e conversou com moradores que afirmam ocupar o terreno em busca de um lugar para construir suas casas. Segundo os relatos, aproximadamente 80 pessoas vivem ou mantêm barracos na área.

Uma das moradoras, identificada como Cíntia, afirmou que os ocupantes não tiveram acesso aos documentos que comprovariam a propriedade do terreno. Ela declarou que a comunidade possui advogado e um profissional de topografia acompanhando a situação.

A moradora também alegou que a documentação apresentada seria irregular e disse que, caso seja comprovada a existência de um proprietário legítimo, os ocupantes estariam dispostos a deixar o local.

Outra moradora, identificada como Monique, relatou episódios de tensão registrados na sexta-feira (30). Segundo ela, homens teriam chegado ao terreno acompanhados de um trator e um caminhão, derrubado barracos e retirado pertences dos ocupantes.

Monique também afirmou que disparos de arma de fogo teriam sido efetuados para o alto durante a ação. De acordo com o relato, cinco tiros teriam sido disparados para intimidar os moradores.

A mulher disse ainda que ferramentas, lonas, portas e outros materiais utilizados na construção dos barracos teriam sido levados durante a retirada das estruturas.

Durante a entrevista, os ocupantes também questionaram a atuação dos policiais militares que acompanham a reintegração. Eles alegam que houve ameaças com spray de pimenta e intimidação de moradores, inclusive na presença de crianças.

As entrevistadas afirmaram que não receberam explicações suficientes sobre a operação e questionaram a apresentação de uma ordem judicial que autorizasse a retirada das famílias.

Os moradores sustentam que a área estaria abandonada há mais de 30 anos e alegam possuir documentos que respaldariam sua permanência no terreno. Também mencionaram a existência de um contrato relacionado à cessão da área aos padres.

Os ocupantes pedem que os responsáveis apresentem documentos oficiais que comprovem a propriedade do terreno e solicitam esclarecimentos dos órgãos competentes sobre a situação jurídica da área.

A equipe do Imediato Online acompanhou a movimentação no local e registrou imagens dos barracos derrubados e da presença das viaturas policiais.

Até o momento, as alegações apresentadas pelos moradores não foram confirmadas de forma independente. A reportagem também não teve acesso à documentação que fundamenta a reintegração de posse.

O Imediato Online deixa o espaço aberto para manifestação da Polícia Militar, da Prefeitura de Manaus e dos representantes apontados como proprietários da área.

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