Uma denúncia sobre a possível presença de três artefatos explosivos mobilizou o Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), no domingo (25), dia do segundo turno das eleições de 2026. A ocorrência foi registrada na Travessa 6, no bairro Novo Aleixo, na região da Cidade Nova, em Manaus.
Após a verificação realizada pela equipe especializada, a ocorrência foi classificada como alarme falso. O caso foi tratado inicialmente como ameaça de bomba, e os policiais seguiram os protocolos de segurança para avaliar os objetos encontrados.
Em entrevista ao site Imediato, o comandante do Grupo Marte, major Laio Pontes, explicou que a unidade foi acionada após a atuação do primeiro policial no local, responsável por verificar a denúncia e confirmar a presença de objetos suspeitos.
Segundo o comandante, o grupamento realiza intervenções em ocorrências envolvendo possíveis artefatos explosivos em Manaus e também no interior do Amazonas.
O que fazer ao encontrar um objeto suspeito?
Durante a entrevista, o major Laio Pontes alertou que a população não deve tocar, movimentar ou tentar retirar objetos que possam representar risco de explosão.
A orientação é se afastar do local, manter distância e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Após a avaliação inicial, os policiais podem solicitar o apoio do Grupo Marte, caso a ocorrência exija a atuação da equipe especializada.
O comandante ressaltou que a distância é uma medida fundamental de proteção, já que não é possível determinar visualmente o potencial de risco de um objeto suspeito.
A recomendação vale para diferentes ambientes, como escolas, centros comerciais, ruas e outros espaços públicos. A população também deve evitar se aproximar para fotografar ou filmar o material.
Simulação mostra atuação de equipe antibombas
Durante a visita da reportagem à sede do Grupo Marte, os policiais realizaram uma simulação de atendimento a uma ocorrência com possível artefato explosivo. A demonstração mostrou etapas do trabalho especializado, incluindo o isolamento da área, a preparação do operador e a utilização de equipamentos de proteção.
De acordo com o major, o traje antibombas utilizado pelo operador pesa aproximadamente 44 a 45 quilos, incluindo o capacete. O equipamento possui materiais de proteção destinados a reduzir os riscos provocados por fragmentos e outros efeitos de uma possível explosão.
Na simulação, o explosivista avaliou o objeto e realizou os procedimentos previstos para a demonstração em uma área controlada. Ao final, houve uma detonação simulada. A atividade foi apresentada pela unidade como exemplo de atuação em uma ocorrência desse tipo.
O comandante explicou que a decisão de movimentar ou não um objeto suspeito cabe ao profissional especializado, de acordo com a avaliação das condições de segurança. A prioridade, segundo ele, é preservar vidas.
Falsa comunicação pode resultar em responsabilização
O major também alertou que comunicar deliberadamente uma falsa ameaça de bomba pode gerar responsabilização criminal. Por isso, a população deve evitar trotes e denúncias falsas, que mobilizam equipes de segurança e podem prejudicar o atendimento de ocorrências reais.
Além do manejo de artefatos explosivos, o Grupo Marte também realiza policiamento ostensivo e presta apoio em ocorrências de outras naturezas, conforme a necessidade operacional.
Em caso de suspeita de bomba ou de qualquer objeto que possa oferecer risco, a orientação é não tocar no material, afastar-se e ligar para o 190.


