O desaparecimento de Camile Vitória completa quase um ano sem respostas. Aos 23 anos, a jovem sumiu durante uma viagem entre a Ilha de Chaves, no Pará, e Macapá, deixando a família entre a angústia e a esperança de reencontrá-la.
Camile estava há cerca de um mês na Ilha de Chaves, onde a mãe mora, e seguia para Macapá para realizar um tratamento psicológico, segundo familiares. A suspeita da família é de que ela tenha desembarcado na capital e desaparecido depois de chegar ao porto.
Quase um ano, nenhuma resposta
No dia do desaparecimento, a irmã de Camile, Amanda Sabrine Silva, iria buscá-la no Píer de Santa Inês, em Macapá. Ela se atrasou e, quando chegou ao local, não encontrou mais a jovem.
Desde então, a família convive com uma pergunta que continua sem resposta: onde está Camile?
“Eu não perco a esperança de encontrar minha irmã e poder abraçá-la novamente”, afirmou Amanda.
Polícia fez buscas, mas caso continua aberto
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a polícia, foram realizadas diligências em bairros de Macapá e também em Chaves, mas nenhuma delas conseguiu localizar Camile.
O delegado Paulo Moraes informou que a investigação ainda enfrenta dificuldades porque não há confirmação sequer de que a jovem tenha chegado a Macapá. A polícia também tenta localizar passageiros que estavam na embarcação e poderiam ajudar a esclarecer os últimos passos de Camile.
Movimentações bancárias e possíveis novos perfis em redes sociais também foram verificadas, mas não apresentaram pistas concretas. Relatos de pessoas que afirmaram ter visto alguém parecido com Camile também não foram confirmados.
Família ainda espera por uma pista
Os familiares descrevem Camile como uma jovem calma e estudiosa. Para a irmã, a ausência de informações torna cada dia mais difícil.
A família também acredita que, diante da vulnerabilidade emocional da jovem, alguém possa ter se aproveitado da situação e levado Camile. Essa possibilidade, no entanto, faz parte da hipótese dos familiares e não foi confirmada pela investigação.
Amapá tem alta taxa de desaparecimentos
Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública citados pelo g1 apontam que o Amapá registrou 265 desaparecimentos no primeiro semestre de 2026, com taxa de 56 casos para cada 100 mil habitantes, a terceira maior do país no período.
No caso de Camile, a investigação segue aberta e a família continua esperando por qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Quem tiver informações pode entrar em contato com o disque-denúncia da delegacia pelo número (96) 99170-4302.