O incêndio de grandes proporções que atingiu o lixão a céu aberto de Iranduba continua intenso na manhã desta sexta-feira (14). Imagens registradas no local mostram a atuação das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que permanecem no combate às chamas desde a tarde de quinta-feira (13).
O comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz, afirmou que as equipes estão atuando em sistema de revezamento e já utilizaram mais de 230 mil litros de água no combate ao incêndio.
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Segundo o comandante, a situação é especialmente complexa porque o fogo não está apenas na superfície, mas também queima em profundidade, entre as camadas de resíduos acumulados.
“É uma área muito extensa. Nós vamos continuar aqui. É uma área onde o lixo queima em profundidade”, afirmou o coronel Orleilso Muniz.
De acordo com o comandante-geral, a extensão da área atingida exige uma operação contínua e o uso de máquinas pesadas para movimentar os resíduos.
A estratégia é retirar e revolver o lixo para permitir que as equipes consigam alcançar pontos onde as chamas permanecem escondidas. Para isso, o trabalho conta com o apoio de retroescavadeiras.
O coronel destacou que o objetivo é manter as equipes no local até que seja possível realizar a extinção completa do incêndio.
“Vamos manter as nossas equipes aqui em revezamento, de maneira que nós consigamos, o mais rápido possível, fazer a extinção”, explicou.
A ocorrência já se prolonga por horas e demonstra a dimensão do problema. O fogo avançou por grandes áreas do lixão, enquanto a fumaça se espalhou pela região e chegou em direção a Manaus.
Um dos principais impactos provocados pelo incêndio é a enorme quantidade de fumaça produzida pela queima dos resíduos.
O próprio comandante-geral do CBMAM chamou atenção para o problema ambiental provocado pelo incêndio.
“É uma área muito grande, muito material queimando e queimando em profundidade”, afirmou Muniz, destacando ainda que a poluição gerada pelo incêndio está se deslocando em direção à capital.
A fumaça pode ser observada de diferentes pontos da Região Metropolitana de Manaus, aumentando a preocupação entre moradores das comunidades próximas e da capital.

A permanência do fogo nesta sexta-feira também aumenta a pressão sobre a administração do prefeito Augusto Ferraz.
O incêndio não surgiu em um cenário desconhecido. O lixão a céu aberto já vinha sendo alvo de reclamações de moradores, que cobram providências para melhorar a destinação dos resíduos e reduzir os impactos provocados pelo funcionamento do espaço. A situação também já foi levada a órgãos públicos por representantes das comunidades.
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Enquanto os bombeiros precisam permanecer no local por horas, utilizando centenas de milhares de litros de água e equipamentos pesados para tentar controlar o fogo, a população volta a questionar por que um problema tão conhecido ainda não recebeu uma solução definitiva.

Enquanto os bombeiros seguem trabalhando nesta sexta-feira (14), o fogo continua intenso e a fumaça continua se espalhando. O trabalho emergencial tenta apagar as chamas, mas a crise do lixão exige uma resposta muito maior do poder público municipal.
O Corpo de Bombeiros pode combater o incêndio. Mas a solução definitiva para o problema do lixão continua sendo responsabilidade da gestão pública.