URGENTE: Incêndio de grandes proporções atinge lixão de Iranduba e fumaça é vista de Manaus

Moradores afirmaram que a fumaça já alcançava diferentes áreas da região e podia ser vista de Manaus. A proximidade das residências com o lixão aumentou a preocupação com a qualidade do ar e com a possibilidade de o fogo avançar em direção às áreas habitadas.
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Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta quinta-feira (13), a área de descarte de resíduos conhecida como lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. As chamas se espalharam por diferentes pontos do local, provocando uma intensa cortina de fumaça que pôde ser observada de vários pontos da capital amazonense, inclusive nas proximidades da Ponte Jornalista Phelippe Daou.

O incêndio ocorreu na região da comunidade São José 2, pela estrada da Creuza, e mobilizou equipes de atendimento e moradores das comunidades próximas. Segundo relatos apresentados durante o acompanhamento da ocorrência, os primeiros sinais do fogo foram percebidos entre 15h e 16h.

O presidente de uma das comunidades da região, Benedito, relatou que recebeu mensagens sobre o incêndio e, ao retornar de Manaus para Iranduba, percebeu a grande quantidade de fumaça na região da ponte. Diante da dimensão do incêndio, ele entrou em contato com a Defesa Civil Municipal para solicitar apoio.

No local, diversos focos de incêndio foram identificados em meio às grandes quantidades de resíduos acumulados. Segundo os moradores e representantes que acompanhavam a ocorrência, a presença de materiais como plástico, pneus e outros produtos inflamáveis contribuiu para a rápida propagação das chamas.

O representante da Defesa Civil de Iranduba, Anderson Silva, explicou que o combate ao incêndio exige mais do que a utilização de água. De acordo com ele, é necessário utilizar máquinas para movimentar o lixo, permitindo que a água alcance áreas mais profundas e possibilite o trabalho de rescaldo.

A prefeitura acionou máquinas de uma empresa terceirizada para auxiliar na operação. Segundo a Defesa Civil, a forte estiagem registrada no Amazonas tornou o combate ainda mais difícil em comparação com o incêndio registrado no local no ano anterior.

Além das equipes municipais, a Defesa Civil Estadual também foi acionada para prestar apoio. Conforme informado durante a ocorrência, três caminhões-pipa estavam sendo utilizados no combate às chamas.

Um dos principais fatores que aumentam a complexidade da ocorrência é a possibilidade de o fogo atingir áreas abaixo da superfície dos resíduos.

Segundo a Defesa Civil Municipal, a decomposição do lixo pode produzir gás metano, que fica acumulado em meio aos resíduos. Com isso, o fogo pode avançar por baixo da camada de lixo e reaparecer em outros pontos, dificultando o controle das chamas.

A extensão do incêndio também preocupa porque os focos foram identificados em diferentes áreas do lixão. Durante o acompanhamento da ocorrência, foram registrados momentos em que as chamas avançaram rapidamente, atingindo novos trechos do terreno.

Moradores relataram ainda ter ouvido estouros no local, aumentando a preocupação das equipes que atuavam na área.

A grande quantidade de fumaça gerada pelo incêndio chamou atenção não apenas pela visibilidade à distância, mas também pelos possíveis impactos sobre as pessoas que vivem nas comunidades próximas.

Moradores afirmaram que a fumaça já alcançava diferentes áreas da região e podia ser vista de Manaus. A proximidade das residências com o lixão aumentou a preocupação com a qualidade do ar e com a possibilidade de o fogo avançar em direção às áreas habitadas.

André Pérez, presidente da comunidade São Francisco, localizada a aproximadamente três quilômetros do lixão, destacou que o problema afeta diversas comunidades do entorno.

Segundo ele, os representantes comunitários vêm mantendo articulação diante dos impactos provocados pelo funcionamento do espaço de descarte.

Além dos riscos provocados pelo incêndio, a ocorrência também afetou diretamente pessoas que utilizam o lixão como fonte de renda.

De acordo com uma representante da Associação Nova Esperança, mais de 30 famílias estão cadastradas na entidade e trabalham com a coleta e a reciclagem de resíduos sólidos encontrados no local.

Parte do material que havia sido separado e armazenado pelos trabalhadores para posterior comercialização foi destruída pelas chamas.

A situação aumentou a preocupação das comunidades, que defendem a necessidade de assistência às famílias atingidas. Segundo os relatos, a expectativa é de que os órgãos responsáveis possam avaliar medidas de apoio social aos trabalhadores que perderam materiais utilizados para geração de renda.

Durante a ocorrência, uma retroescavadeira passou a ser utilizada para retirar e movimentar os resíduos. A estratégia também busca abrir caminho para que água e outros materiais utilizados no combate alcancem pontos onde as chamas permanecem ativas.

Incêndio anterior levou semanas para ser controlado
Moradores lembraram que um incêndio registrado no mesmo local no ano passado levou aproximadamente 28 dias para ser completamente contido.

A preocupação agora é que a situação possa ser ainda mais difícil devido ao período de estiagem e às condições mais secas do terreno.

Segundo os relatos, o incêndio desta quinta-feira apresentou uma proporção maior desde os primeiros momentos, com focos se espalhando rapidamente pela área do lixão.

Enquanto as equipes trabalhavam no combate, moradores acompanhavam o avanço das chamas e demonstravam preocupação com a possibilidade de o fogo alcançar áreas próximas às residências.

Problemas antigos voltam a ganhar destaque
O novo incêndio também reacende as discussões sobre as condições de funcionamento do local e o descarte de resíduos a céu aberto.

Moradores de comunidades próximas já haviam reivindicado providências relacionadas ao lixão e chegaram a procurar a Defensoria Pública para pedir o fechamento da área e a implantação de um aterro sanitário.

Até o momento, as circunstâncias que deram início ao incêndio não foram esclarecidas. As equipes permanecem atuando para conter as chamas e realizar o rescaldo dos pontos atingidos.

O combate deverá continuar enquanto houver focos ativos, principalmente nas áreas onde o fogo pode permanecer sob as camadas de resíduos e voltar a surgir em outros pontos.

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