Um professor identificado como Gease Fonseca da Silva foi preso na manhã desta terça-feira (11), em uma comunidade da região do Lago Grande, em Santarém, no oeste do Pará. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado relacionado a uma investigação por suspeita de importunação sexual contra alunas.
Segundo a delegada Mila, do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), o professor já era investigado pela Polícia Civil. Após tomar conhecimento da existência do mandado de prisão, ele teria deixado a área urbana de Santarém e fugido para a região do Lago Grande.
A equipe policial realizou diligências para localizar o suspeito e conseguiu encontrá-lo na manhã desta terça-feira. Gease atua como professor do ensino médio em uma escola localizada na área urbana de Santarém, em uma comunidade onde ele morava e dava aulas.
De acordo com as investigações, pelo menos oito alunas teriam sido vítimas do professor. Os relatos apurados envolvem suspeitas de importunação sexual e também há uma investigação relacionada a estupro de vulnerável.
Após a prisão, a Polícia Civil informou que pretende aprofundar as investigações para verificar a possível existência de outras vítimas. A corporação também busca reunir novos relatos e elementos que possam ser acrescentados ao inquérito.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas do investigado procurem a instituição para formalizar denúncias e contribuir com as investigações.
O professor permanece preso e deve ficar à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer a extensão das denúncias e verificar se outras estudantes também podem ter sido vítimas.
O Imediato Pará solicitou mais informações do caso à Polícia Civil. Em nota, a PC confirmou o caso:
“A Polícia Civil informa que o suspeito foi preso preventivamente durante investigação sobre condutas de natureza sexual envolvendo adolescentes e jovens mulheres, principalmente no ambiente escolar onde ele trabalhava como professor. A investigação começou a partir de uma ocorrência registrada em dezembro de 2025. Até o momento, foram identificadas pelo menos oito possíveis vítimas, algumas delas já ouvidas pela Polícia Civil, além de familiares e testemunhas. Os casos apurados estão relacionados principalmente à Comunidade Pedra Branca e à Escola Nossa Senhora Aparecida, onde o investigado trabalhava, além de outros locais. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar possíveis novas vítimas.”