Mais de 130 pessoas privadas de liberdade (PPLs) participaram da ação “Meu Pai Tem Nome“, promovida pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPE). A iniciativa busca garantir o direito à identidade por meio do reconhecimento voluntário de paternidade e fortalecer o processo de ressocialização dos custodiados.
Ao todo, 132 internos aderiram à campanha após levantamento realizado pelo Departamento de Ressocialização e Cidadania e pela Unidade de Assistência Social e Psicológica (Unasp). Foram atendidos 95 custodiados da Penitenciária Masculina (PEM), 22 da Colônia Penal (COP) e 15 da Unidade Prisional de Progressão de Regime (UPPJE).
Campanha será realizada em três etapas
A ação começou com a fase de escuta e triagem, quando os internos receberam orientação jurídica e manifestaram interesse no reconhecimento voluntário de paternidade. Os casos que necessitarem de comprovação seguirão para a coleta de material genético para exames de DNA e, posteriormente, para a atualização dos registros civis.
Segundo o Iapen, a iniciativa está alinhada ao Plano Pena Justa e busca fortalecer os vínculos familiares, ampliar o acesso à cidadania e contribuir para a redução da reincidência criminal por meio da reintegração social.
Operação mobilizou 100 policiais penais
Para garantir a segurança durante toda a ação, o Iapen mobilizou 100 policiais penais, responsáveis pela movimentação dos custodiados e pelo acompanhamento dos atendimentos realizados nas três unidades prisionais.
De acordo com o instituto, a operação ocorreu sem intercorrências e reforça o compromisso da instituição em conciliar segurança, garantia de direitos e políticas de ressocialização dentro do sistema penitenciário.