Com a chegada do recesso escolar, especialistas recomendam que pais e responsáveis aproveitem o período para organizar atividades em família e reduzir o tempo que crianças e adolescentes passam diante das telas.
Segundo estudos recentes, o uso prolongado de celulares, tablets, computadores e videogames provoca estímulo visual excessivo e exige processamento contínuo de informações pelo cérebro. A chamada hiperconexão tem sido associada ao aumento da ansiedade, piora da qualidade do sono e redução da capacidade de concentração.
Entre crianças e jovens, os impactos podem ser ainda maiores, incluindo dificuldades de socialização, atrasos no desenvolvimento e maior risco de sintomas depressivos.
Dados do Panorama da Primeira Infância mostram que apenas 55% dos brasileiros acreditam que o uso de telas nos primeiros anos de vida afeta a saúde infantil, o que, segundo especialistas, demonstra a necessidade de ampliar a conscientização sobre o tema.
Quem detalha esses efeitos é a dra. Luana Tobias de Souza, psicóloga e psicopedagoga. De acordo com ela, o uso excessivo de telas pode contribuir para quadros de ansiedade, depressão, isolamento social e outros transtornos psicológicos.
A orientação da especialista para as famílias é estabelecer limites de tempo de tela, incentivar brincadeiras, atividades físicas, leitura e momentos de convivência presencial, especialmente durante as férias escolares, quando o tempo livre costuma aumentar significativamente.
