A influenciadora digital Iza Paiva, de 26 anos, foi indiciada pela Polícia Civil de Rondônia pelo crime de tráfico de drogas. O nome dela está entre os 43 investigados na Operação Metaphora – Fase II, conduzida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), que apura um esquema de tráfico de drogas com atuação em Rondônia e outros estados.
Segundo a Polícia Civil, o indiciamento foi realizado com base nas provas reunidas ao longo da investigação, concluída após meses de apuração.
De acordo com o inquérito, o grupo investigado seria responsável pela compra, transporte, armazenamento e distribuição de entorpecentes, incluindo drogas oriundas da Bolívia destinadas a estados da região Centro-Oeste.
Ao todo, 43 pessoas foram indiciadas. Desse total, 21 responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa; 12 foram indiciadas por tráfico de drogas; nove por associação para o tráfico; e uma por financiamento do tráfico.
Entre os investigados também estão suspeitos apontados pela polícia como integrantes do Comando Vermelho, incluindo um homem identificado como uma das lideranças da facção criminosa.
Em nota, a defesa de Iza Paiva informou que recebeu a conclusão do inquérito com tranquilidade e ressaltou que o indiciamento não representa condenação. Segundo o advogado, a defesa irá analisar os documentos da investigação e adotará as medidas cabíveis para demonstrar a inocência da influenciadora.
Relembre o caso
Em outubro de 2025, Iza Paiva foi presa preventivamente por suspeita de determinar que integrantes do Comando Vermelho torturassem dois homens acusados de invadir e furtar sua residência, em Porto Velho.
Na ocasião, a Polícia Civil afirmou que a influenciadora mantinha estreitos vínculos com a facção criminosa. Conforme a investigação, ela estava fora do estado quando ocorreu o furto e, ao tomar conhecimento do crime, teria ordenado que os suspeitos fossem localizados, punidos e que os bens fossem recuperados.
Posteriormente, a Justiça de Rondônia revogou a prisão preventiva, permitindo que ela respondesse ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Dias após deixar a prisão, Iza voltou a ser alvo de uma operação do Denarc que investigava um esquema de tráfico interestadual de drogas. Segundo a Polícia Civil, essa investigação era anterior ao caso da suposta tortura e não possuía relação com aquele processo.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada, onde apreenderam um veículo, um aparelho celular e uma agenda com anotações consideradas de interesse para a investigação.