Mães realizam manifestação em frente ao CRM-AM e cobram justiça por mortes de crianças no Amazonas

Grupo denuncia supostos casos de negligência médica e pede mais rigor na apuração de processos
Redação Imediato Online
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Um grupo de mães realizou uma manifestação na manhã desta segunda-feira em frente à sede do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), na Avenida Professora Cacilda Pedroso, em Manaus. O ato reuniu familiares de crianças que morreram após atendimentos médicos e procedimentos hospitalares em unidades de saúde da capital e do interior do estado.

Com cartazes e fotos das vítimas, os participantes cobraram celeridade na investigação de denúncias de suposta negligência médica e criticaram o arquivamento de processos no conselho.

Entre os casos citados durante a manifestação está o de Pedro Henrique Falcão Soares, de 1 ano e 3 meses, que morreu em dezembro de 2025 após um procedimento cirúrgico realizado no Hospital Municipal Maternidade Geral Eraldo Neves Falcão, em Presidente Figueiredo.

 

Também participaram do movimento os pais do menino Benício, cuja morte ganhou repercussão no ano passado após atendimento no Hospital Santa Júlia.

Segundo os familiares, o objetivo do ato é cobrar respostas sobre sindicâncias em andamento e pedir que profissionais denunciados sejam investigados com mais rigor.

Durante a manifestação, o pai de Benício, Bruno Freitas, afirmou que os familiares buscam maior rapidez na apuração dos casos e pedem imparcialidade nas análises feitas pelo conselho.

A mãe do menino, Joyce, disse que o grupo reúne famílias que perderam filhos em circunstâncias semelhantes e que aguardam respostas sobre as investigações. Segundo ela, alguns processos seguem sem conclusão e outros teriam sido arquivados.

Advogadas que acompanham famílias presentes no ato também questionaram a permanência de profissionais investigados em atividade. Segundo elas, há denúncias envolvendo equipes médicas citadas em mais de um caso.

Outra participante da manifestação, Ariana Malveira, afirmou que o coletivo reúne pelo menos 23 famílias que relatam situações semelhantes. Segundo ela, o grupo pede mais transparência nas sindicâncias e maior acompanhamento das denúncias apresentadas pelos familiares.

A mãe do bebê Antony, Marquelia, também relatou dificuldades enfrentadas durante o atendimento do filho em unidades hospitalares da capital. Segundo ela, o bebê morreu aos dois meses de vida após sucessivas buscas por atendimento médico.

Os manifestantes afirmaram que pretendem continuar realizando atos públicos para cobrar respostas das autoridades e evitar novos casos semelhantes no estado.

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