Uma bebê de seis meses morreu na tarde de terça-feira (28), em Manaus, após dar entrada sem sinais vitais no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, na Zona Oeste da capital. O caso é investigado como suspeita de maus-tratos, e os pais da criança foram presos.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 16h20, após denúncia repassada à 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A informação inicial indicava o óbito de uma criança com possíveis sinais de violência. Cerca de uma hora depois, a equipe foi novamente acionada por uma assistente social da unidade de saúde, que confirmou que a bebê já havia chegado morta ao local.
A criança foi identificada como Maria Ester Castro do Nascimento. Segundo a equipe médica, ela apresentava sinais de desnutrição severa, além de hematomas no rosto e em outras partes do corpo, compatíveis com possíveis agressões.
O médico responsável pelo atendimento informou que a bebê já estava sem vida ao dar entrada na unidade e que a morte teria ocorrido cerca de 30 minutos antes da chegada ao hospital. Ainda conforme o relato, foram realizadas tentativas de reanimação, mas sem sucesso. O óbito foi confirmado às 15h35.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para os procedimentos periciais. O corpo foi removido para exames que devem apontar a causa da morte.
Os pais da criança, identificados como Giovanna Coelho Castro e Peterson Leda do Nascimento, foram levados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram ouvidos. A mãe foi presa em flagrante, enquanto o pai, que havia deixado o local inicialmente, teve a prisão preventiva solicitada e cumprida posteriormente por investigadores.
Segundo a polícia, a versão apresentada pela mãe, de que a criança teria caído da cama, não é compatível com os ferimentos identificados. Há indícios de lesões múltiplas, incluindo fraturas e traumas em diferentes regiões do corpo.
A criança segue como vítima central das investigações, que agora passam a tramitar por meio de inquérito policial. O caso também é acompanhado por familiares, incluindo a avó e uma tia, que estavam responsáveis pelo acompanhamento da criança.
Os dois suspeitos permanecem à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.



