A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na segunda-feira, um motorista de aplicativo investigado por se passar por policial civil para praticar roubos na Avenida das Torres, em Manaus. Em um dos casos, ele também é suspeito de estuprar uma jovem de 22 anos após abordar um casal na via.

A prisão preventiva foi cumprida por equipes do 6º Distrito Integrado de Polícia, após representação à Justiça durante as investigações. De acordo com a delegada Benvinda Gusmão, o suspeito utilizava o próprio veículo para se aproximar das vítimas, mas os crimes não ocorriam durante corridas solicitadas pelo aplicativo.
Segundo a polícia, o homem estacionava, descia do carro, cobria o rosto com uma camisa e se apresentava falsamente como policial civil. Mediante ameaça com arma de fogo, ele anunciava o roubo e levava os pertences das vítimas.

O crime mais grave ocorreu na madrugada de 23 de janeiro deste ano. Conforme as investigações, o suspeito abordou um casal que estava em um ponto de encontro na Avenida das Torres, roubou objetos pessoais e, em seguida, estuprou a jovem no local.
A ocorrência foi inicialmente registrada na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher. Após denúncia recebida pelo disque-denúncia do 6º DIP, a equipe policial iniciou diligências e identificou outro caso com características semelhantes.

No dia 2 de fevereiro, um mototaxista que aguardava corrida na mesma avenida foi abordado pelo suspeito, que novamente se apresentou como policial civil e praticou o roubo.
A partir desse registro, os investigadores conseguiram identificar o veículo utilizado nas ações e constataram que o homem atuava como motorista de aplicativo. Durante as apurações, também foi verificado que ele já responde a outros processos judiciais, incluindo por estupro de vulnerável.
Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça e cumpridos na residência do investigado. No local, foram apreendidos o carro utilizado nos crimes, roupas que teriam sido usadas nas abordagens e uma arma de fogo.
O suspeito vai responder por roubo majorado e estupro e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas.