Jovem de 20 anos é brutalmente agredida após recusar relações com homem após ‘adega’

Jovem é brutalmente agredida após recusar relações sexuais com homem em Manaus, gerando revolta e denúncias sobre falhas no atendimento à vítima.
Redação Imediato Online
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Um caso chocante de violência contra a mulher está gerando revolta em Manaus e nas redes sociais. A jovem Alana, de apenas 20 anos, foi brutalmente espancada após recusar ter relações sexuais com um homem que conheceu durante uma festa na Avenida Alphaville, Zona Centro-Oeste da capital.

O caso ocorreu entre a noite de quarta-feira (feriado) e a madrugada de quinta-feira. Alana relatou que, após consumir bebida alcoólica em uma adega, perdeu a consciência e só voltou a si já na casa do agressor. Ela conta que, ao recusar manter relações sexuais com ele, foi violentamente agredida com socos, chutes e pisões na cabeça, rosto, costelas e joelhos.

“Ele me levantava e me jogava no chão só para me bater”, disse Alana, ainda visivelmente abalada. A jovem teve o rosto desfigurado, hematomas por todo o corpo e relatou que só não morreu porque o agressor “cansou de bater”. Em vez de receber socorro adequado, Alana afirma que três pessoas desconhecidas apenas chamaram um carro por aplicativo e a mandaram de volta para casa, sem sequer levá-la ao hospital.

A advogada Adriane Magalhães, que assumiu o caso voluntariamente, relata que precisou intervir pessoalmente na Delegacia da Mulher para garantir que o pedido de prisão do agressor fosse encaminhado à Justiça. “Se a Alana estivesse sozinha, talvez o agressor estivesse impune até agora”, criticou a advogada, que também denunciou a precariedade no atendimento médico e jurídico prestado à vítima.

Adriane também afirmou suspeitar que alguma substância tenha sido colocada na bebida de Alana, já que ela não lembra como foi parar na casa do agressor. “Ela acordou apanhando. Isso é uma tentativa de feminicídio, não há outra forma de classificar”, declarou.

O caso também escancara o preconceito enfrentado por mulheres de baixa renda vítimas de violência. Nas redes sociais, Alana tem sido alvo de críticas e julgamentos cruéis, sendo acusada até de “provocar” o agressor por estar em um local de festa. “As pessoas me julgam por mexer no cabelo, mas ninguém sabe o desespero que eu passei. Eu quase morri”, desabafou a jovem.

A polícia segue em busca do agressor, que já teria outras denúncias de violência contra mulheres. A advogada Adriane reforça que o caso precisa servir de alerta. “Alana só sobreviveu por um milagre. Ele é um homem perigoso e precisa ser preso imediatamente.”

O site Imediato continuará acompanhando o caso e cobrando das autoridades a prisão do criminoso e o atendimento digno às vítimas de violência de gênero.

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