O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no município de Tailândia, no nordeste do Pará, Antônio Moreira da Cruz, conhecido como Toizin do PT, morreu na noite desta quarta-feira (4), após passar 43 dias internado em estado gravíssimo. Ele havia sido baleado dentro do próprio escritório, em setembro deste ano.
A morte foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo diretório estadual do PT, por meio de uma nota de pesar. O dirigente estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Belém, mas não resistiu às complicações provocadas pelos ferimentos.
Ataque a tiros dentro do escritório
O atentado ocorreu no dia 21 de setembro, em um escritório localizado na avenida Fortaleza, em Tailândia. Segundo as investigações, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta Honda Pop vermelha e efetuaram disparos contra o dirigente político.
De acordo com a Polícia Militar, pelo menos cinco tiros foram disparados com um revólver calibre .38.
Após o crime, Antônio foi socorrido e transferido para Belém, onde permaneceu hospitalizado até a morte.
Oito pessoas foram presas durante investigação
Quatro dias depois do atentado, em 25 de setembro, a Polícia Civil deflagrou a operação Marco Divisória, que resultou na prisão de oito suspeitos e na apreensão de armas de fogo.
A ação foi conduzida por equipes da Delegacia de Tailândia e da Delegacia de Homicídios de Tucuruí. A investigação busca esclarecer a motivação do ataque e identificar a participação de cada envolvido.
Até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre o que teria motivado o crime.
PT lamenta morte e cobra justiça
Toizin presidia o diretório municipal do PT desde 2019 e havia sido reeleito para o cargo em 2025. Nas eleições municipais de 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Tailândia.
Em nota, o PT Pará lamentou a morte do dirigente, prestou solidariedade aos familiares e cobrou a responsabilização dos envolvidos.
O partido também destacou a trajetória de Antônio na militância política e afirmou esperar o esclarecimento rigoroso das circunstâncias do atentado.
Com a confirmação da morte, o caso passa a envolver um homicídio consumado, e a investigação deverá considerar esse novo desfecho.