Uma mãe denuncia possível negligência médica após perder a filha durante a gestação na Maternidade Dr. Azilda Marreiro, em Manaus. Viviane Teixeira afirma que procurou atendimento na unidade na sexta-feira (30 de outubro), com dores, perda de líquido e dois centímetros de dilatação, mas recebeu medicação e foi orientada a voltar para casa. No dia seguinte, retornou à maternidade e descobriu que a bebê, que se chamaria Jasmine, estava sem vida.
Em entrevista ao Imediato, Viviane relatou que chegou à unidade durante a noite, apresentando perda de líquido e dores. Segundo ela, após ser examinada e realizar uma ultrassonografia, foi orientada a retornar para casa e utilizar uma medicação.
A mãe afirma que já não sentia a filha se movimentar, mas recebeu alta mesmo assim.

Mãe relata demora no atendimento
Viviane contou que, no domingo (1º), voltou à maternidade por volta das 10h, com dores intensas e sem perceber movimentos da bebê.
Segundo o relato, durante o atendimento, os profissionais não conseguiram ouvir os batimentos cardíacos da criança e solicitaram uma nova ultrassonografia. Ela afirma que aguardou por horas, sentindo fortes dores, até conseguir realizar o exame por volta das 14h30.
Foi nesse momento, conforme a mãe, que recebeu a confirmação de que a filha havia morrido ainda no útero.
Viviane também relatou que permaneceu aguardando atendimento e que chegou a ficar ajoelhada no corredor devido à intensidade das dores.
Família cobra documentos e explicações
Além da perda, a mãe afirma que enfrentou dificuldades para conseguir informações sobre o atendimento recebido e acesso ao laudo médico e ao prontuário. Ela também relatou preocupação com a possibilidade de não receber alta a tempo de organizar o sepultamento da filha.
Durante a transmissão do Imediato, a equipe acompanhou Viviane até a recepção da maternidade para buscar orientações sobre a solicitação dos documentos. No local, ela foi orientada a procurar o serviço social.
A mãe afirmou, porém, que já havia procurado o setor e recebido a informação de que a decisão sobre sua alta caberia ao médico responsável.
Uma mulher que acompanhava a situação também relatou preocupação com o atendimento prestado às gestantes e mencionou outro caso na família em que uma mãe teria sido orientada a voltar para casa e, posteriormente, teve o bebê encaminhado à UTI.
Secretaria foi procurada
O Imediato informou que solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre o caso, mas não havia recebido resposta até o momento da transmissão.
A reportagem também acompanhou a tentativa de Viviane de obter esclarecimentos diretamente na unidade de saúde.
As circunstâncias da morte da bebê ainda precisam ser apuradas. A denúncia apresentada pela família levanta questionamentos sobre o atendimento prestado, mas a eventual responsabilidade dos profissionais ou da unidade depende de investigação e análise dos registros médicos.
O espaço permanece aberto para manifestação da maternidade e da Secretaria de Estado de Saúde.