Manaus foi mencionada durante o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta sexta-feira (23), na TV Globo. A capital amazonense entrou no confronto após os candidatos trocarem declarações sobre saneamento básico e a crise de oxigênio registrada durante a pandemia de Covid-19.
O assunto surgiu quando Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre a posição do governo federal em relação à ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário para a população de baixa renda.
“Lula, por que vocês são contra levar água e esgoto tratado pros mais pobres?”, perguntou o senador.
Em resposta, o presidente afirmou que o adversário não conhece a realidade brasileira e mencionou a crise sanitária enfrentada por Manaus em janeiro de 2021, quando hospitais da capital amazonense ficaram sem oxigênio medicinal em meio ao aumento das internações por Covid-19.
“Não conhece o Brasil! Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio”, declarou Lula, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após a declaração, Flávio Bolsonaro afirmou que ele e o pai gostam e respeitam Manaus.
A crise de oxigênio mencionada durante o confronto ocorreu em um dos períodos mais graves da pandemia no Amazonas. Em janeiro de 2021, a falta de oxigênio medicinal nos hospitais provocou uma emergência sanitária, mobilizou operações para o envio de cilindros e levou à transferência de pacientes para outros estados.
O episódio gerou repercussão nacional e levantou questionamentos sobre a resposta das autoridades à crise de saúde pública.
A referência à capital amazonense ocorreu durante uma discussão que começou com o tema do saneamento básico e acabou envolvendo a atuação do governo federal durante a pandemia.
Além da menção a Manaus, Lula e Flávio Bolsonaro abordaram temas como salário mínimo, aposentadorias, obras de infraestrutura, agronegócio, concessões rodoviárias e transporte público.
Os candidatos apresentaram posições distintas sobre investimentos públicos, políticas econômicas e propostas para diferentes setores do país.
O debate foi realizado na reta final da campanha presidencial, antes do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25).
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