Brasileira é presa ao desembarcar na Indonésia com droga escondida em xampus

Brasileira de 36 anos foi presa em Bali com 3,6 kg de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu. Ela pode enfrentar penas severas.
Redação Imediato Online
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Uma brasileira de 36 anos foi presa ao desembarcar na ilha de Bali, na Indonésia, com cerca de 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em sete frascos de xampu e outros produtos de higiene pessoal. A prisão ocorreu em 6 de outubro, no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, e a mulher pode enfrentar prisão perpétua ou até pena de morte, conforme a legislação indonésia.

Identificada pelas iniciais TCDS, a brasileira foi abordada por agentes da alfândega e policiais durante uma fiscalização na área de chegadas internacionais. Segundo as autoridades locais, foram apreendidos 3.659,9 gramas de cocaína líquida, transportados dentro de uma mala.

Brasileira receberia US$ 50 mil pelo transporte da droga
De acordo com informações divulgadas pela Polícia de Bali, a mulher afirmou durante o interrogatório que havia sido contratada por uma pessoa identificada apenas como G. A promessa seria de pagamento de US$ 50 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 250 mil, para transportar a droga do Brasil e entregá-la a outra pessoa na Indonésia.

As autoridades investigam a possível participação de outras pessoas no esquema, além da origem da cocaína e do destinatário da carga. A polícia considera que o entorpecente foi disfarçado em embalagens de produtos de cuidados pessoais para tentar evitar a identificação durante a fiscalização no aeroporto.

A mulher foi detida e permanece sob custódia policial enquanto o caso segue em investigação. Até as informações divulgadas pelas autoridades, não havia detalhes conclusivos sobre a identificação de todos os envolvidos no suposto esquema de tráfico internacional.

Lei antidrogas da Indonésia prevê penas severas
A Indonésia possui uma legislação rigorosa para crimes relacionados ao tráfico de drogas. Dependendo do enquadramento jurídico e da decisão judicial, a pena pode incluir prisão perpétua ou pena de morte. A possibilidade de condenação, no entanto, não significa que a brasileira já tenha recebido uma sentença: o caso ainda depende do andamento do processo e da análise das provas.

O caso também chama atenção pelo histórico de brasileiros condenados por tráfico no país asiático. Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte foram executados em 2015 após condenações relacionadas ao tráfico de cocaína. Em situações mais recentes, brasileiros presos por crimes semelhantes receberam penas de prisão.

Segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Jacarta, presta assistência consular à mulher após solicitação da família. A assistência consular não interfere nas decisões da Justiça local, mas pode ajudar a acompanhar as condições de detenção e o acesso aos procedimentos legais.

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