A família de Camila Vitória Freitas da Silva, assassinada aos 21 anos, busca justiça durante o júri popular do caso, realizado nesta quinta-feira (22), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. A jovem foi morta com um tiro na cabeça em 2023. O acusado é o ex-marido dela, o policial militar Olímpio Gomes, de 36 anos.
O crime ocorreu por volta de 1h, no Condomínio Felicidade, na zona norte da capital amazonense, nas proximidades de um estabelecimento. Conforme as informações relatadas sobre o caso, o feminicídio teria sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado.
Mensagens atribuídas à vítima mostram que Camila teria pedido ajuda a uma amiga antes de ser morta. Nas conversas, ela relatava que Olímpio não aceitava o fim da relação. Segundo o relato apresentado, a resposta da amiga teria ocorrido quase 30 minutos depois.
Camila foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça e chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
Durante a movimentação no fórum, familiares demonstraram expectativa pelo andamento do julgamento e cobraram justiça pela morte da jovem. O irmão de Camila, afirmou que acompanha publicações atribuídas ao acusado nas redes sociais e que vê registros dele frequentando boates e outros ambientes de lazer.
A situação aumenta a indignação dos familiares, que esperam que o julgamento resulte na responsabilização do acusado.
Apesar da presença da família no Fórum Ministro Henoch Reis, ainda havia incerteza sobre a realização e a conclusão do júri popular. De acordo com as informações apuradas no local, o julgamento já havia sido adiado anteriormente e poderia sofrer uma nova alteração.
Os familiares aguardavam notícias sobre os próximos passos do processo, na expectativa de que o caso avance e a Justiça apresente uma resposta à morte de Camila.
A família segue cobrando justiça pela jovem, cuja vida foi interrompida aos 21 anos.