Direitos para quem? A família do trabalhador esfaqueado não tem ‘ONG’

Família do trabalhador esfaqueado enfrenta incertezas financeiras e cobra justiça após ataque que reacende o debate sobre segurança pública, amparo às vítimas e assistência aos familiares.
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Lembram do filme “Mad Max: A Caçada Continua” (1981)? Naquela obra
clássica, cruzar rodovias desertas representava uma sentença letal frente às
gangues nômades. A ficção distópica tornou-se realidade na manhã de hoje na
capital rondoniense. Nosso cenário urbano transformou-se num campo minado
onde quem veste colete de transporte não guia um carro blindado, e sim uma
motocicleta simples, buscando apenas o sustento diário, enquanto marginais
dominam as ruas livremente.

Um homem de 34 anos é o suspeito que desferiu facadas num piloto perto do
terminal local. O indivíduo investigado acabou preso por um agente tático do
BPTAR que, felizmente, transitava por aquele setor de forma fortuita. Se
dependêssemos da vigilância estatal preventiva, teríamos mais um óbito
registrado. O sistema falha escandalosamente, deixando o cidadão honesto à
própria sorte. Ironicamente, o suposto agressor logo receberá todos os cuidados
das cartilhas penais modernas, totalmente protegido contra a fúria popular que
tentou intervir.

Diante disso, questiono: onde está o ruidoso comitê dos “direitos humanos” para
abraçar os familiares deste ferido? Esse pai sangrando no chão era, quase
sempre, a única engrenagem financeira da sua casa. Enquanto ONGs redigem
notas repudiando qualquer arranhão no criminoso alegado, a esposa e filhos da
vítima encaram a geladeira esvaziando rapidamente e faturas vencendo. O
trauma rasga muito além da carne do acidentado; ele destrói a dignidade familiar
com o fantasma cruel da pobreza súbita.

Contudo, chorar não quita boletos. Nossa legislação civil detém mecanismos
implacáveis para quem sabe utilizá-los estrategicamente. O prejudicado tem
base jurídica sólida para exigir reparações materiais e morais severas contra o
patrimônio do atacante. Além disso, havendo negligência comprovada do Poder
Público naquela região específica, processar o ente governamental torna-se uma
via plenamente possível. Seguros obrigatórios e auxílios previdenciários também
compõem esse arsenal protetivo. A lei oferece munição pesada; basta contratar
a assessoria técnica correta para efetuar a cobrança.

A impunidade adora a desinformação. Nenhum profissional do trânsito deve
aceitar pacificamente o papel de sacrifício numa peça teatral onde vilões
recebem aplausos no final. Você acha justo quem produz riqueza pagar a fatura
da bandidagem com a própria vida?

Foto: Reprodução/IA

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