Mães cobram explicações sobre seleção de famílias para Minha Casa, Minha Vida

Mulheres afirmam que aparecem em listas de contemplados pelo Minha Casa, Minha Vida, mas dizem não ter recebido confirmação oficial. Grupo pede esclarecimentos sobre os critérios de seleção e a distribuição das moradias.
Redação Imediato Online
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Um grupo de mães que afirma ter sido contemplado pelo programa Minha Casa, Minha Vida cobra esclarecimentos sobre a seleção das famílias e a distribuição de moradias populares em Boa Vista. As mulheres questionam a falta de informações oficiais sobre os resultados e pedem respostas da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Administração e Gestão de Pessoas (SEMAG).

Entre as participantes estão Raianne, Alessandra e Erika. Raianne afirma que seu nome aparece na posição 841 de uma lista que circula entre os candidatos. Segundo ela, ao procurar o órgão responsável para esclarecer a situação, não recebeu as respostas esperadas.

As mulheres citam a previsão de entrega de 948 casas e querem saber quais critérios foram utilizados para definir os beneficiários e estabelecer as prioridades. De acordo com os relatos, parte do grupo soube da possível contemplação por meio de conversas entre participantes, mas recebeu informações divergentes ao buscar confirmação junto ao poder público.

Mulheres questionam falta de lista oficial

As mães afirmam que não encontraram uma divulgação oficial que esclareça os nomes dos contemplados, a classificação dos candidatos e a ordem de prioridade das famílias.

Segundo o grupo, enquanto circulam relatos e vídeos de pessoas recebendo moradias, outras famílias continuam sem informações sobre a situação dos próprios cadastros. As participantes também questionam relatos de que alguns beneficiários estariam sendo convocados por meio de associações. No entanto, essas informações ainda precisam ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis.

As mulheres afirmam que atendem aos critérios que conhecem do programa e querem entender como foi feita a classificação. Elas defendem que os resultados sejam divulgados de forma clara, permitindo que cada candidato consulte sua situação.

Mães solo e atípicas relatam dificuldades

Além das dúvidas sobre a seleção, as participantes destacam as dificuldades enfrentadas por famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o grupo, há mães solo e mães atípicas que precisam de uma moradia adequada para oferecer mais segurança e estabilidade aos filhos.

Parte delas relata morar de favor ou pagar aluguel, despesas que comprometem o orçamento familiar. Por isso, a possibilidade de conquistar a casa própria representa uma expectativa importante para essas mulheres.

Raianne, Alessandra e Erika afirmam que buscam respostas sobre a situação dos cadastros e sobre a possibilidade de receber as moradias. Algumas participantes dizem ter ouvido que poderiam ser chamadas em uma próxima etapa, mas relatam não ter recebido confirmação oficial sobre prazos ou critérios para uma nova convocação.

Grupo pede acompanhamento de órgãos públicos

Diante das dúvidas, as mães pedem que a Prefeitura e a SEMAG esclareçam os critérios de seleção, a classificação dos candidatos, a validade das listas que circulam entre os participantes e o cronograma de entrega das casas.

O grupo também solicita que a Defensoria Pública e o Ministério Público acompanhem o caso e avaliem as medidas cabíveis para garantir transparência no processo. As mães defendem que todas as famílias inscritas tenham acesso às informações sobre sua classificação e aos motivos de uma eventual não contemplação.

Até o momento, segundo as mães, o grupo não recebeu uma resposta oficial às reivindicações. A Prefeitura e a SEMAG devem ser procuradas para esclarecer os questionamentos sobre a seleção e a situação das famílias que afirmam ter sido contempladas.

Enquanto aguardam um posicionamento, as mulheres seguem mobilizadas em busca de informações sobre o processo e de uma definição sobre a possibilidade de receber a casa própria.

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