Escolas públicas do Amazonas estão recebendo equipamentos que transformam restos de alimentos em energia renovável e adubo natural. A iniciativa faz parte do Projeto Escolas do Futuro, da Eneva, que ampliou sua atuação com a instalação de dois novos biodigestores nos municípios de Itapiranga e Silves.
As entregas ocorreram nos dias 7 e 8 de outubro, nas escolas municipais Maria Aparecida Libório Monteiro, em Itapiranga, e Professora Alda Amazonas Martins, em Silves.
Os equipamentos utilizam resíduos orgânicos, como sobras de alimentos, para produzir biogás, que pode ser usado nas cozinhas escolares, e biofertilizante, que serve como adubo natural para hortas e outras atividades educativas.
Cada biodigestor tem capacidade para receber até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia, conforme as condições de operação. A estimativa é que o gás produzido possa atender a cerca de 70% da demanda de gás da escola.
Com as novas instalações, cinco escolas de Manaus, Itapiranga, Rio Preto da Eva e Silves já contam com a tecnologia. A meta é ampliar o projeto para 17 unidades da rede pública até o fim deste ano, alcançando aproximadamente 5 mil estudantes.
Educação ambiental nas escolas
Além da instalação dos equipamentos, o projeto promove atividades educativas para aproximar os alunos de temas como reciclagem, bioeconomia, reaproveitamento de alimentos e consumo consciente.

Durante a programação de inauguração em Itapiranga e Silves, mais de 800 estudantes participaram de oficinas de educação sustentável. A proposta é mostrar, na prática, como materiais que seriam descartados podem ganhar uma nova utilidade, contribuindo para a redução de resíduos e o aproveitamento de recursos naturais.
O Projeto Escolas do Futuro é realizado com investimento da Eneva e parceria da Amazônia B e do Instituto Ecoleta. A iniciativa busca integrar educação, inovação e sustentabilidade ao cotidiano das escolas públicas, incentivando práticas relacionadas à economia circular e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.