Após 420 dias afastada, delegada ligada ao caso do gari morto em BH retorna ao trabalho

Ana Paula Lamego Balbino retornou à Polícia Civil de Minas Gerais em outubro e terá atividades adaptadas por 90 dias, conforme publicação no Diário Oficial.
Redação Imediato Online
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A delegada Ana Paula Lamego Balbino voltou ao trabalho na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após 420 dias afastada por sucessivas licenças médicas. Ela é esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que responde à Justiça pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte.

O retorno ocorreu em 8 de outubro, segundo informações confirmadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (15). A delegada recebeu autorização para retomar as atividades com ajustamento funcional pelo período de 90 dias, conforme publicação no Diário Oficial do estado.

A medida permite que a servidora continue trabalhando com adaptações nas funções, de acordo com avaliação médica. O documento, porém, não detalha quais atividades serão modificadas nem quais restrições foram estabelecidas.

 Mudança de setor

Em agosto, Ana Paula foi transferida da Casa da Mulher Mineira para a Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal, setor de funções administrativas da Polícia Civil. A mudança ocorreu após o afastamento prolongado, conforme publicação oficial.

A corporação informou que o ajustamento funcional segue os procedimentos previstos na legislação estadual e é concedido após avaliação médica.

Relembre o caso do gari

Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros em 11 de agosto de 2025, enquanto trabalhava na coleta de lixo em Belo Horizonte.

Segundo as investigações, Renê teria se irritado com a presença do caminhão de coleta, que dificultava a passagem de seu carro. Após uma discussão, ele teria ameaçado uma funcionária e disparado contra o gari. O empresário foi preso e se tornou réu pelo crime.

Ana Paula também foi investigada por suspeitas relacionadas à conduta funcional e ao uso de sua arma no caso. O Ministério Público de Minas Gerais não apresentou denúncia contra ela, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles.

A Polícia Civil informou anteriormente que um procedimento administrativo envolvendo a delegada seguia em tramitação na Corregedoria-Geral da instituição.

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