O calor intenso e as mudanças climáticas têm alterado a rotina de agricultores e pescadores que vivem no Baixo Madeira, em Porto Velho. Nas comunidades de Nazaré, São Carlos e Calama, moradores relatam dificuldades na produção de frutas, mudanças na quantidade de peixes e impactos nas condições de trabalho.
Com as altas temperaturas, quem trabalha ao ar livre precisa adaptar os horários das atividades para evitar os períodos de calor mais intenso. As alterações nas condições climáticas também afetam a produção e a rotina de quem depende dos recursos naturais para garantir o sustento da família.
Transporte e comercialização também são desafios
Além dos efeitos do calor, as dificuldades para transportar e escoar a produção prejudicam a comercialização de mercadorias e a renda das famílias ribeirinhas.
A combinação desses fatores amplia os desafios enfrentados por agricultores e pescadores, que dependem das condições ambientais e da logística de transporte para manter suas atividades.
Projeto busca soluções com as comunidades
Os relatos foram registrados pelo projeto Trabalho Digno, do Instituto Rondoniense de Turismo, que realiza um diagnóstico participativo nas comunidades do Baixo Madeira.
A iniciativa busca compreender os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores e construir, junto aos moradores, um plano de emergência climática.
A proposta é identificar alternativas para fortalecer o trabalho, proteger a renda e melhorar as condições de vida das populações ribeirinhas diante dos impactos das mudanças climáticas.