Um ofício assinado pela coordenadora médica do Serviço de Anestesiologia do Hospital Geral de Roraima (HGR) recomenda a suspensão temporária das cirurgias eletivas de grande porte devido à falta de medicamentos e materiais considerados essenciais para a segurança dos pacientes.
Entre os medicamentos apontados como indisponíveis estão Remifentanil, Precedex, Quetamina, Etomidato, Propofol e Metoprolol. O documento também menciona a falta de cateter para monitoramento da pressão arterial invasiva, materiais para acesso venoso central e cal sodada, utilizada em determinados aparelhos e técnicas de anestesia.
Conforme o documento, a ausência desses itens compromete diferentes etapas do atendimento anestésico, desde a indução até a manutenção e a recuperação da anestesia. A falta dos materiais também limita o monitoramento dos pacientes e o suporte necessário durante procedimentos cirúrgicos de maior complexidade.

Cirurgias eletivas de grande porte
Diante do cenário de desabastecimento, a recomendação é suspender temporariamente os procedimentos eletivos de grande porte até que o fornecimento dos medicamentos e materiais seja regularizado.
A orientação, no entanto, não determina a interrupção de todos os procedimentos cirúrgicos. O documento ressalva que casos de urgência e emergência devem continuar sendo avaliados individualmente, conforme as condições clínicas dos pacientes e a disponibilidade de recursos para a realização segura das intervenções.
Cirurgias de pequeno e médio porte também poderão ser realizadas, desde que existam condições técnicas e anestésicas adequadas.
Documento contrasta com declarações sobre a saúde estadual
Durante o período em que esteve à frente do Governo de Roraima, Soldado Sampaio sustentou publicamente que os principais problemas da saúde estadual estavam sendo enfrentados e solucionados.
O documento interno do HGR aponta, porém, dificuldades no abastecimento de medicamentos e materiais essenciais em uma das principais unidades hospitalares da rede estadual.
A recomendação registrada no ofício evidencia a preocupação da coordenação médica com as condições necessárias para garantir a segurança anestésica dos pacientes. A suspensão temporária das cirurgias eletivas de grande porte é indicada até que os insumos necessários estejam disponíveis.