Uma operação de inteligência do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil do Amazonas, em conjunto com a Receita Federal, resultou na apreensão de aproximadamente 126 quilos de drogas em uma transportadora localizada no bairro Santa Etelvina, na zona Norte de Manaus.
A apreensão ocorreu no dia 6 e o material, entre skunk e haxixe, foi avaliado pelas autoridades em cerca de R$ 3 milhões. Segundo as informações levantadas durante a investigação, a carga tinha como destino o município de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
De acordo com as investigações, os entorpecentes estavam escondidos em meio a uma carga de painéis solares. As equipes do Denarc e da Receita Federal compartilharam informações e acompanharam a movimentação da encomenda durante aproximadamente dez dias, até localizarem a remessa na transportadora.
Durante a fiscalização, um cão farejador da Receita Federal indicou a possível presença de drogas no carregamento. Após a abertura da carga, os agentes encontraram tabletes de entorpecentes ocultados junto aos painéis solares.
Do total apreendido, aproximadamente 12 quilos eram de haxixe. O restante correspondia a skunk. Conforme as autoridades, o alto valor do haxixe contribuiu para que a carga fosse estimada em aproximadamente R$ 3 milhões.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que a investigação continua para identificar os responsáveis pelo envio e pelo recebimento da droga. A apuração também busca esclarecer a origem dos entorpecentes e a participação de outras pessoas na logística do transporte.
Uma das linhas investigativas considera a possibilidade de que a droga tenha vindo da região conhecida como Tríplice Fronteira antes de chegar a Manaus. A Polícia Civil também pretende atuar em conjunto com o Denarc de São Paulo para identificar os responsáveis pelo recebimento da carga em Guarulhos.
Segundo as informações divulgadas até o momento, nenhuma pessoa foi presa durante a ação realizada na transportadora. As equipes continuam realizando diligências para identificar os proprietários dos entorpecentes e os demais envolvidos no esquema.
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