O líder indígena Bitaté Uru-Eu-Wau-Wau levou à Organização das Nações Unidas (ONU) as denúncias sobre a situação enfrentada pelos povos indígenas na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia.
A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (23), no Conselho de Direitos Humanos da ONU, durante o Diálogo Interativo com o Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Bitaté representou a Associação Jupau, a Conectas Direitos Humanos e a Associação Kanindé.
Durante a participação, o líder defendeu a conclusão do processo de desintrusão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, que consiste na retirada de ocupantes não indígenas da área.
Segundo informações apresentadas por Bitaté, apesar de o território ter sido homologado em 1991 e de haver determinação judicial para a retirada de invasores, o processo ainda não teria sido concluído.
A Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau enfrenta problemas relacionados a invasões, grilagem e atividades ilegais. O Governo Federal informa que a região é alvo de ações relacionadas ao desmatamento, extração ilegal de madeira e outras atividades que ameaçam o território e as comunidades indígenas.
A desintrusão da área é uma ação de responsabilidade do Governo Federal e atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF 709. A operação envolve diferentes órgãos federais e tem como objetivo retirar ocupantes ilegais, proteger as comunidades indígenas e impedir a retomada de atividades ilícitas.
Após levar as reivindicações à ONU, Bitaté retorna a Rondônia mantendo a defesa da conclusão da desintrusão e da proteção do território indígena.
A participação ocorreu durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, cujo debate geral acontece entre 22 e 28 de setembro de 2026, em Nova York.
