Motoristas terceirizados que prestam serviço para a Polícia Civil do Amazonas realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (21), em frente à sede de uma empresa localizada no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Os trabalhadores cobram o pagamento de valores que, segundo eles, estão pendentes após uma mudança na empresa responsável pelo serviço.

De acordo com os manifestantes, os trabalhadores eram vinculados à empresa MAP e teriam sido transferidos para a empresa CWN. Um dos representantes da categoria afirmou que as empresas teriam o mesmo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), informação que não foi confirmada de forma independente.
Os trabalhadores afirmam ainda que foram informados sobre horários para receber os valores nesta segunda-feira, mas que nenhum pagamento havia sido realizado até o momento da manifestação.

Segundo um representante dos motoristas, os trabalhadores possuem documentos com os horários estabelecidos para atendimento. Conforme relatado durante o protesto, foram indicados períodos entre 8h30 e 11h30 e entre 13h30 e 16h30.
Trabalhadores ameaçam paralisação
Durante a manifestação, os motoristas afirmaram que podem cruzar os braços caso a situação não seja resolvida. Segundo os trabalhadores, a eventual paralisação poderá afetar o serviço de transporte utilizado pela Polícia Civil.

A categoria também cobra esclarecimentos sobre os contratos e os valores referentes às rescisões dos profissionais que trabalhavam pela empresa MAP.
Um dos representantes afirmou que há trabalhadores com vários anos de atuação no serviço e que aguardam uma definição sobre os pagamentos.
Empresa não se manifestou no local
Durante a manifestação, a equipe de reportagem tentou contato com representantes da empresa no endereço indicado pelos trabalhadores, mas não obteve atendimento.
Segundo o relato registrado durante a cobertura, o portão do imóvel permanecia fechado e não houve resposta às tentativas de contato realizadas no local.
A empresa poderá apresentar sua versão sobre as reivindicações e os pagamentos mencionados pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para manifestação.
A situação ocorre em meio à cobrança dos motoristas por uma definição sobre os valores pendentes e sobre a continuidade da prestação dos serviços terceirizados para a Polícia Civil do Amazonas.