Uma decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) mudou o rumo de um caso de violência doméstica envolvendo o empresário Nasser Chami e a modelo Guilheny Abramoski, eleita Miss Universo Rio Branco em 2023. O colegiado reformou a sentença de primeira instância, que havia absolvido o empresário, e o condenou pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.
O caso teve origem em novembro de 2024, quando Guilheny denunciou ter sido agredida pelo então marido durante um episódio que, segundo o relato apresentado às autoridades, teria começado após uma crise de ciúmes.
Condenação veio após recurso
A decisão foi tomada pela Câmara Criminal do TJ-AC após recursos apresentados pelo Ministério Público do Acre e pela defesa da vítima. Segundo as informações divulgadas sobre o julgamento, os desembargadores analisaram elementos como exame de corpo de delito, depoimentos e demais provas reunidas durante a investigação.
O colegiado concluiu que havia elementos suficientes para comprovar a ocorrência da lesão corporal e a autoria dos crimes atribuídos ao empresário.
A condenação ocorreu por unanimidade, segundo informações divulgadas sobre o julgamento. O processo tramita em segredo de Justiça.
Caso começou em 2024
Na época da ocorrência, Guilheny procurou as autoridades e relatou ter sido agredida dentro de casa. O caso resultou na prisão em flagrante do empresário, que posteriormente recebeu liberdade provisória durante o andamento do processo.
A defesa de Nasser Chami, por sua vez, contestou a condenação e informou que pretende recorrer da decisão. A advogada Larissa Chaves afirmou que buscará a revisão do entendimento adotado pela segunda instância.
Com a decisão, o caso passa a tramitar sob a possibilidade de novos recursos da defesa, enquanto a condenação permanece sujeita à análise das instâncias competentes.