COFRE DA FACÇÃO: polícia apreende quase R$ 2 milhões escondidos em caixas de peças de moto no Amapá

Dinheiro era transportado de Santarém e ocultado sob capas de chuva; Justiça também bloqueou valores em contas de empresas investigadas por lavagem de dinheiro
Redação Imediato Online
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O dinheiro apreendido em investigação contra uma facção no Amapá chega a quase R$ 2 milhões em espécie e foi encontrado escondido em caixas que simulavam o transporte de peças e acessórios para motocicletas. Segundo a investigação, os valores seriam ligados a um esquema de lavagem de dinheiro alimentado pelo tráfico de drogas.

Quase R$ 2 milhões no esconderijo
A apreensão ocorreu nesta sexta-feira (18), durante uma ação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio do Gaeco.

De acordo com o delegado Estéfano Santos, responsável pela operação, trata-se da maior apreensão de dinheiro em espécie já registrada no Amapá.

O dinheiro estava escondido dentro de embalagens com identificação de peças e acessórios de motocicletas. Por cima, eram colocadas capas de chuva usadas por motociclistas.

A ideia, segundo a investigação, era fazer com que uma eventual fiscalização enxergasse apenas uma carga comum de produtos para motos.

Dinheiro vinha de Santarém
Parte dos valores apreendidos teria vindo de Santarém, no Pará, transportada em embarcações até o Amapá.

A investigação apontou que empresas de fachada vinham recebendo valores elevados e realizando saques em larga escala. O esquema começou a ser identificado a partir de uma operação anterior, deflagrada em maio de 2025, que investigava integrantes do Comando Vermelho.

Facção movimentava dinheiro por empresas
Segundo os investigadores, o dinheiro do tráfico era direcionado para empresas utilizadas como fachada para lavagem de capitais.

Após semanas de monitoramento, a polícia identificou movimentações consideradas suspeitas e chegou aos valores que estavam sendo armazenados e transportados.

Além do dinheiro encontrado, a Justiça determinou o bloqueio de mais R$ 3 milhões em contas.

R$ 5 milhões no golpe contra o crime
Somando o dinheiro vivo apreendido aos valores bloqueados nas contas investigadas, o impacto financeiro da operação chega a aproximadamente R$ 5 milhões.

Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas em flagrante por suspeita de crimes relacionados a porte de arma de fogo e lavagem de capitais.

A maior apreensão do Amapá
O tamanho da apreensão chamou atenção até dentro das forças de segurança.

Segundo o delegado Estéfano Santos, nunca havia sido apreendido no estado um volume tão grande de dinheiro vivo em uma única ação.

Em 2010, a Polícia Federal apreendeu R$ 5 milhões em um monomotor no Aeroporto Internacional de Macapá. Naquela ocasião, porém, o dinheiro estava em uma aeronave e os responsáveis nunca foram identificados.

Investigação não é eleitoral
Após a repercussão da apreensão, Draco e Gaeco divulgaram esclarecimento para afirmar que a investigação não tem como objeto crimes eleitorais.

Segundo os órgãos, referências a “boca de urna”, “compra de votos” ou outros crimes eleitorais não correspondem ao objeto da apuração.

A investigação segue para esclarecer a origem dos valores, a movimentação financeira e a participação dos envolvidos no esquema.

 

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