Pais de Agatha Luna denunciam Hospital da Criança ao Ministério Público após morte de menina de 1 ano e 11 meses

A menina morreu no último sábado (5), após dar entrada na unidade apresentando, segundo a família, principalmente dor abdominal.
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Os pais de Agatha Luna, de apenas 1 ano e 11 meses, procuraram o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para denunciar o atendimento recebido pela filha no Hospital da Criança, localizado na Avenida Brasil, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus. A menina morreu no último sábado (5), após dar entrada na unidade apresentando, segundo a família, principalmente dor abdominal.

A denúncia foi apresentada pelo pai da criança, Jonathan, acompanhado do advogado Jefferson Pontes. A família afirma que pretende buscar esclarecimentos sobre o atendimento prestado à menina e responsabilização caso sejam constatadas irregularidades.

Segundo Jonathan, Agatha havia sido atendida anteriormente em uma unidade de saúde, onde recebeu medicação após apresentar febre e dor de cabeça. Conforme o relato do advogado, a febre teria diminuído, mas a dor abdominal permaneceu. A orientação teria sido procurar o Hospital da Criança caso os sintomas continuassem.

Ainda segundo a família, Agatha chegou ao Hospital da Criança por volta das 3h e teria sido atendida somente pela manhã. O pai afirma que, durante o período em que permaneceu na unidade, a filha recebeu medicamentos e posteriormente precisou ser entubada.

Jonathan também relata que tentou acompanhar de perto os procedimentos realizados na filha, mas afirma que os pais não tinham acesso permanente à criança. Segundo ele, a família recebeu orientações para aguardar fora da área de atendimento e tinha apenas um período determinado para visitas.

O pai afirma ainda que, em determinado momento, uma enfermeira teria alertado a família para acompanhar de perto a situação da criança. Jonathan diz que passou a entrar no local repetidamente para verificar o estado da filha.

“Eu passei três dias levando ela direto. Eles podiam muito bem ter pegado ela e ir logo atendendo. Em vez disso, ficaram só mandando medicamento e mandando para casa”, relatou o pai.

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De acordo com Jonathan, no dia da morte, Agatha ainda apresentava sinais de vida quando ele e a mãe da menina tiveram contato com ela. Pouco depois, segundo o relato, a criança teria sofrido uma parada cardíaca e morreu.

A família também denuncia dificuldades para obter a documentação necessária após a morte. Segundo Jonathan, os documentos inicialmente entregues pelo hospital apresentavam problemas e precisaram ser corrigidos antes que o sepultamento pudesse ocorrer.

O pai afirma que Agatha morreu no sábado e só conseguiu ser enterrada na terça-feira pela manhã, após a documentação ser regularizada.

Durante a entrevista, Jonathan também fez acusações contra uma médica que, segundo ele, estava responsável pelo atendimento da filha. O pai afirma que houve discussão no hospital e que profissionais da unidade teriam acionado a segurança para retirá-lo do local.

As acusações feitas pelo pai ainda precisam ser apuradas pelos órgãos competentes.

O advogado Jefferson Pontes afirmou que a denúncia apresentada ao MP-AM busca investigar não apenas a morte de Agatha, mas também possíveis falhas no atendimento e na transparência das informações fornecidas à família.

“São dois direitos básicos. O primeiro é a saúde e o segundo é a transparência”, afirmou o advogado.

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Segundo Jefferson, o prontuário médico da criança teria aproximadamente 72 páginas e apresentaria informações sobre outros sintomas além daqueles relatados inicialmente pela família.

O advogado também questionou a causa da morte registrada na documentação apresentada aos familiares e afirmou que o caso precisa ser investigado para esclarecer a evolução clínica da criança e os procedimentos realizados durante o atendimento.

Durante a manifestação, Jonathan afirmou que outras mães teriam procurado a família depois que o caso de Agatha ganhou repercussão. Segundo ele, essas mulheres relataram experiências que consideram semelhantes e algumas também estariam dispostas a buscar esclarecimentos junto ao Ministério Público.

“Isso não vai morrer aqui e não vai morrer hoje. Estamos todos juntos”, declarou o pai.

Agatha completaria dois anos no dia 25 de setembro. Para a família, a data passou a representar também o momento de reviver a perda da criança.

“Eu quero justiça e não vou desistir disso”, afirmou Jonathan.

O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, que poderá avaliar os documentos apresentados pela família e adotar as medidas cabíveis para esclarecer as circunstâncias da morte.

O Imediato Online deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e do Hospital da Criança sobre as denúncias apresentadas pela família.

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