O monitoramento aéreo realizado no entorno do Complexo Penitenciário do Amapá já resultou em 21 intervenções entre janeiro e agosto de 2026 contra tentativas de entrada de materiais proibidos na unidade. As ações terminaram com apreensões de drogas, armas, equipamentos eletrônicos e drones utilizados para sobrevoar o perímetro dos pavilhões.
O trabalho é realizado pela Divisão Especializada em Operações com Drone (DEOD), do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Ao longo do período, 12 drones foram interceptados durante tentativas de aproximação do complexo.
A atuação também levou à prisão em flagrante de cinco suspeitos na área externa da penitenciária. Dois controles remotos de alta precisão foram apreendidos durante as ocorrências.
Celulares e relógios também são barrados
Entre os materiais encontrados estão 22 smartwatches, 11 telefones celulares e 11 chips de telefonia móvel.
Também foram apreendidos 21 carregadores por indução e 12 carregadores de parede, equipamentos que poderiam ser usados para manter os aparelhos eletrônicos em funcionamento dentro da unidade prisional.
A entrada de celulares e relógios inteligentes no sistema prisional é uma preocupação porque esses equipamentos podem facilitar a comunicação entre detentos e pessoas do lado de fora.
Pistola tinha numeração raspada
Em uma das ocorrências, a equipe interceptou uma tentativa de entrada de uma pistola calibre 9 milímetros, acompanhada de um carregador. A arma estava com a numeração raspada e foi localizada na área externa da Vivência 6.
Além da pistola, também foram recolhidas armas brancas artesanais e serras.
Mais de 80 porções de drogas são apreendidas
O monitoramento também impediu a entrada de entorpecentes no complexo. Ao todo, foram apreendidas mais de 81 porções e papelotes de drogas, incluindo maconha e cocaína.
Entre os materiais encontrados estava ainda um pacote com 579 gramas de entorpecente.
As equipes também interceptaram bebidas alcoólicas artesanais transportadas em garrafas e recipientes adaptados.
Drones viraram rota para o crime
A utilização de drones tem sido uma das estratégias empregadas para tentar levar materiais ilícitos para dentro do sistema prisional. Os equipamentos podem transportar drogas, celulares, armas e outros objetos e lançá-los sobre áreas internas ou próximas aos pavilhões.
Com o monitoramento do espaço aéreo, as equipes conseguem identificar movimentações suspeitas e agir antes que os materiais cheguem ao destino.
Os números registrados entre janeiro e agosto mostram que o enfrentamento a esse tipo de tentativa passou a envolver não apenas a vigilância terrestre, mas também o acompanhamento constante do espaço aéreo no entorno da penitenciária