Veja: Polícia conclui investigação e indicia suspeito de chacina que matou três em Manaus

Suspeito é apontado pela Polícia Civil como responsável pela morte de três pessoas e pela tentativa de latrocínio contra uma quarta vítima, no bairro São Jorge.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito que investiga o ataque ocorrido em uma residência na Avenida São Jorge, Zona Oeste de Manaus, no dia 17 de agosto de 2026, e indiciou Ezenilson Silva de Sousa por triplo latrocínio e tentativa de latrocínio.

O crime deixou três pessoas mortas e uma quarta vítima gravemente ferida. Entre os mortos estava o professor universitário Guilherme Pereira Lima Filho, além de Francisco das Chagas Moraes Santos e Isabella Coelho Morais.

Segundo as investigações, Ezenilson teria ido até a residência em busca de dinheiro para quitar uma dívida. A motivação financeira passou a ser uma das principais linhas da investigação. O suspeito teria tentado obter o dinheiro com uma das vítimas e, diante da negativa, iniciado o ataque.

A investigação aponta que as vítimas foram atacadas com um martelo. Uma mulher que também estava no imóvel foi atingida, mas sobreviveu aos ferimentos e precisou de atendimento médico.

Suspeito foi preso no dia do crime
Ezenilson Silva de Sousa foi preso ainda no dia 17 de agosto, horas depois do ataque. Segundo informações divulgadas durante a investigação, uma familiar do suspeito teria encontrado uma roupa que seria a mesma utilizada por ele no momento do crime e acionado a polícia.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ficou responsável pela apuração do caso.

Durante as investigações, a polícia também analisou imagens de câmeras de segurança e outros elementos que ajudaram a reconstruir a dinâmica do ataque.

Segundo informações divulgadas após a prisão, Ezenilson teria levado um pequeno cofre com cerca de R$ 900, além de celulares e documentos das vítimas. O martelo apontado como instrumento utilizado no crime teria sido descartado em um igarapé.

Professor universitário está entre as vítimas
O professor universitário Guilherme Pereira Lima Filho foi uma das três pessoas mortas durante o ataque.

Após a conclusão do inquérito, familiares afirmaram esperar que o caso avance na Justiça e que haja responsabilização pelo crime.

Uma das sobrinhas de Guilherme declarou ao Site Imediato que a família ainda enfrenta o impacto da perda e destacou os planos que o professor tinha antes de morrer.

“Uma vida foi interrompida, porque ele tinha muitos planos. Ele era uma pessoa muito querida”, afirmou.

A familiar também disse esperar que a Justiça seja feita.

Quarta vítima sobreviveu
Além das três mortes, uma quarta pessoa foi atacada dentro do imóvel, mas sobreviveu.

A vítima, identificada como Dilma Cilene Lima Sampaio, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para uma unidade hospitalar após ser encontrada ferida.

Ela permaneceu sob cuidados médicos durante o período de recuperação e posteriormente apresentou melhora.

Indiciamento não significa condenação
Com a conclusão do inquérito, Ezenilson Silva de Sousa foi indiciado pela Polícia Civil. O indiciamento significa que, ao final da investigação, a autoridade policial entendeu haver elementos que apontam o investigado como possível autor dos crimes apurados.

O indiciamento não representa condenação. Com o encerramento da investigação, o procedimento é encaminhado para as autoridades responsáveis pela próxima etapa processual.

O Ministério Público deverá analisar o material produzido pela Polícia Civil e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça. Caso a denúncia seja apresentada e recebida pelo Judiciário, terá início a ação penal.

Investigação entra em nova fase
A conclusão do inquérito representa o encerramento da etapa de investigação conduzida pela Polícia Civil. A partir de agora, o caso passa para a esfera judicial.

O ataque ocorrido na Avenida São Jorge é investigado como triplo latrocínio e tentativa de latrocínio, conforme o enquadramento apontado pela Polícia Civil.

Ezenilson permanece à disposição da Justiça enquanto o processo segue para as próximas etapas.

Veja o momento da prisão:

 

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